quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Quando eu sonhava - Poema de Almeida Garrett




Quando eu sonhava, era assim
Que nos meus sonhos a via;
E era assim que me fugia,
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.
Agora, que estou desperto,
Agora a vejo fixar...
Para quê? - Quando era vaga,
Uma ideia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Eu sonhava - mas vivia:
Prazer não sabia o que era,
Mas dor, não na conhecia ...


Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'




11 comentários:

  1. Muito lindo mais esse poema bem escolhido! Lindo dia! bjs, chica

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  2. Um linda partilha que eu já conhecia dos tempos de escola ,desejo-lhe uma quarta-feira muito feliz beijinhos querida amiga muitas felicidades

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  3. Muito bonito Maria Rodrigues!
    Uma linda escolha.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  4. Olá amiga Maria!
    O poema de Almeida Garrett bem diz do desejo humano de que a felicidade seja sempre a ausência da dor...mas a vida, escola bendita, nos manda a dor para testar nossa capacidade de sermos bons apesar dela. Já disse alguém que a dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional...tentar aceitarmos as dores como parte da vida e seguirmos sem queixas nem perturbações pode ser o começo da paz em nossas almas.
    Um grande abraço!
    Bíndi e Ghost

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  5. Bonito poema, Maria. Os sonhos e as suas explicações... Há sonhos que são melhores que as realizações deles...
    Um abração

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  6. È o sentir de um dos nossos maiores românticos, se não o maior deles!
    Beijinho, Maria.

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