terça-feira, 29 de outubro de 2019

🦜 Arara-azul-e-amarela (Ara ararauna)




Os meus "olhares" de hoje vão para a belíssima ave:

Arara-azul-e-amarela (Ara ararauna) 


A Arara-azul-e-amarela é uma das mais conhecidas representantes do género Ara, sendo também conhecida como arara-canindé, arara-de-barriga-amarela, arari, arara-amarela, arara-azul-e-amarela, araraí e canindé.

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae



Distribuição Geográfica
Encontram-se numa grande região da América do Sul a leste da Cordilheira dos Andes, concentrada na região amazónica até o norte do Paraguai e Bolívia. Também é encontrada em ilhas de ocorrência no sul do Panamá, Peru, Equador e Colômbia. Na natureza vivem em habitats variados, desde a floresta tropical húmida até savanas secas. Vivem preferencialmente no estrato arbóreo superior e próximo da água.



Descrição
São aves de grande porte, mede aproximadamente 80 cm de comprimento, possuindo uma longa cauda. Vistosa e inconfundível apresenta uma testa verde, coloração amarelo dourado na barriga, peito e parte inferior das asas e azul na nuca, asas, costas e cauda. Bem cuidadas, a sua expectativa de vida pode chegar até 70 anos em cativeiro, desde que seja mantida em condições adequadas. 




Comportamento
São aves gregárias e barulhentas, podendo viver em comunidades numerosas, mas grupos pequenos ou mesmo apenas casais com crias também são comuns. Podem passar longos períodos do dia em repouso, relacionando-se com companheiros ou fazendo acrobacias no alto dos galhos. Voam em pares ou em grupos de três indivíduos. São grandes voadoras e podem transpor grandes distâncias. Muito barulhentas, os seus gritos podem ser ouvidos muito antes de as aves serem vistas.

Alimentação
A sua dieta alimentar basea-se em sementes, vegetais e frutas frescas

Reprodução
Aves monogâmicas, uma vez que formam casal, essa união será para sempre. Nidificam a cada dois anos, em buracos que escavam nos troncos de árvores e palmeiras. A fêmea choca os ovos (1-3) durante cerca de 28 dias. O macho alimenta-a durante este período e protege o ninho de invasores. As crias nascem completamente dependentes dos progenitores e permanecem no ninho durante 3 meses.




É uma espécie muito ameaçada, estando a sua população a diminuir, devido à destruição do seu habitat e do comércio intenso, muitas vezes ilegal, uma vez que é muito procurada em todo o mundo, como animal de estimação pela sua docilidade em cativeiro e grande beleza.




Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais


Mais um Dia Perdido - Fernanda de Castro




"Há dias e que tudo é sem remédio,
em que tudo começa e acaba torto.
Uma folha caiu:
era um pássaro morto.

Neblina. Fim de tarde. Fim de Outono.
Nada nos fala, nos atrai, nos chama.
Choveu, parou a chuva,
ficou, porém, a lama.

Um banco no jardim. Árvores nuas,
um cisne velho, um tanque, água limosa,
nem a relva ficou,
quanto mais uma rosa.

Há barcos, há gaivotas sobre o rio,
e nas ruas há gente, há muitas casas.
Mais um dia perdido:
arrancaram-lhe as asas."


Fernanda de Castro, In «Urgente»




domingo, 27 de outubro de 2019

O Halloween da Leonor e do Lourenço




Hoje deixo alguns olhares que a minha filha me enviou de Macau, com o:

Halloween da Leonor





De mala na mão a nossa princesinha lá foi divertir-se. Foram participar no evento de Hallowen "The Trick or Treat St. Lazarus", onde a diversão não faltou.




Encontrou-se com um mundo de monstros aterradores, mas como já está mais crescidinha, não teve medo, apenas os queria ver um pouco à distância.





Participou no jogo que consistia em ir a várias lojas, indicadas num mapa que lhe foi entregue, para receber um carimbo e um doce, fez trocas com outros meninos e como habitualmente, houve vários meninos/mães que lhe pediram para tirar fotos com ela ( uma menina ocidental chama sempre um pouco de atenção ).




O pai e o mano ficaram em casa, o Lourenço é ainda muito pequenino para estas diversões, mas também se vestiu a condizer com esta celebração popular.





Ela foi com a mãe e com os amigos divertir-se no Halloween.




De regresso a casa, foi a hora de ver que doces tinha no saquinho.




Foi uma tarde diferente e pelos vistos bem divertida.




Fotos: Diana

sábado, 26 de outubro de 2019

🍄 Cogumelos dos meus passeios




Quando os vejo não consigo passar sem os "guardar" em fotografia.

Cogumelos








Marvão - Poema de Fernanda de Castro





São de granito as pedras de Marvão,
mas, ainda mais, são páginas de História.
Houve sangue, houve dor mas houve glória
neste castelo há séculos cristão.

Esta glória é de todos, da Nação
que a mereceu e a guarda na memória.
Foi muito caro o preço da vitória,
quantas vezes a fome em vez de pão.

Castelo de Marvão, águia-real,
asas abertas sobre Portugal
pousada no granito da montanha.

Em torno a mata, as silvas, os penedos;
em baixo o rio, a várzea, os arvoredos,
e ao longe a Estremadura, a velha Espanha.


Maria Fernanda de Castro



quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Na nossa visita à Tailândia a primeira paragem foi em Chiang Mai. Um dos dias da nossa estadia,  fomos até ao extremo norte da Tailândia,  visitar o ...

Triângulo Dourado (Golden Triangle)

 

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Para os habitantes locais o Golden Triangle é designado por Sop Ruak. Fica localizado a 9 quilómetros ao norte de Chiang Saen ao longo da estrada ribeirinha do Mekong. 


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


A paisagem ao redor é montanhosa, dividida pelo rio Ruak que deságua no rio Mekong (Mae Khong). Estes rios formam uma fronteira natural entre os três países Laos (a leste do Mekong), Myanmar (ao norte da Ruak) e Tailândia (a oeste do Mae Khong. 


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Sentada numa plataforma dentro de um barco, está uma enorme estátua em bronze do Buda Phra Chiang Saen Si Phaendin. 


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Alguns "olhares" de Sop Ruak


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak


Fomos visitar o Museu do Ópio - Hall of Opium Museum, um espaço com  cerca de 400.000 metros quadrados, onde se conta a história do ópio, se apresenta a ciência natural do ópio, os utensílios utilizados em todo o processo, procurando informar os visitantes sobre os impactos das drogas ilegais na vida das pessoas, servindo de centro de informação para ensino e pesquisa da história do ópio, opiáceos e outros narcóticos.


Museu do Ópio - Hall of Opium Museum


No passado, o Triângulo Dourado era a maior fonte de tráfico de drogas do mundo, devido à sua localização privilegiada. Atualmente é somente uma atração turística muito popular. 


Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak

Triângulo Dourado (Golden Triangle) - Sop Ruak





quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Outunal - Poema de Florbela Espanca




Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio... Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País do Vago...

Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento... A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago...

Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!

Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor...


Florbela Espanca






domingo, 20 de outubro de 2019

🌷 Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


A ervilhaca-vermelha, tem como nome cientifico Vicia benghalensis e é conhecida pelos nomes comuns de Ervilhaca-purpúrea, ervilhaca-vermelha e ervilhaca-de-bengala.


Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


Pertence à família Fabaceae, sendo nativa do sul da Europa, norte da África e ilhas vizinhas.


Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


É uma erva anual com uma haste de escalada que é revestida em pêlos, muitas vezes densamente. Cada folha é composta de vários pares de folhetos alongados que medem até 3 centímetros de comprimento. As suas flores são dispostas em cachos sendo de cor roxa avermelhada escura.


Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


Crescem em pastagens, prados, campos de cultivo,  pousios.


Evilhaca-vermelha (Vicia benghalensis)


Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais

sábado, 19 de outubro de 2019

Pelos Campos - Poema de Hermann Hesse





Pelos céus passam as nuvens,
sobre os campos sopra o vento,
pelos campos erra o filho
perdido de minha mãe.

Pelas ruas rolam folhas,
sobre as árvores há pássaros.
Sobre as montanhas, em algum lugar
minha pátria há de estar.

Hermann Hesse




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