26/08/2026

0 Novo passeio pela Ericeira - Entre o Atlântico e a Tradição




Há lugares que nunca se visitam apenas uma vez. A Ericeira é um desses destinos, onde o encanto das ruas brancas e a beleza da costa atlântica convidam sempre a regressar. No inicio do mês voltámos a percorrer esta encantadora vila.


Ericeira - Uma vila onde cada visita revela novos encantos





Nesta nova visita, percorri novamente os seus recantos mais emblemáticos, descobrindo diferentes perspectivas, detalhes arquitetónicos, miradouros e paisagens que tornam esta vila piscatória única.






Em cada passeio, a Ericeira revela uma combinação harmoniosa entre tradição, natureza e autenticidade, oferecendo novas oportunidades para apreciar a sua beleza e captar imagens inesquecíveis.





O azul do oceano acompanha cada passo, criando cenários de grande beleza que fazem da Ericeira um dos destinos costeiros mais apreciados de Portugal.






Este é um destino perfeito para passear, fotografar e relaxar.




Elas são sempre alvo das minhas capturas. As janelas da Ericeira são mais do que simples elementos arquitetónicos. São pequenos enquadramentos da vida da vila, onde a tradição, a luz e a proximidade do mar contam histórias em cada detalhe.




Passear sem pressa é a melhor forma de descobrir os pequenos detalhes que fazem desta vila um lugar tão especial.




A Ericeira continua a surpreender em qualquer época do ano. Entre a beleza das suas paisagens, o património, a tradição piscatória e a proximidade do mar, esta vila mantém um encanto intemporal que merece ser descoberto e redescoberto. Espero que estas imagens inspirem também a sua próxima visita a este magnífico destino da costa portuguesa.




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24/08/2026

13 O Sono Poema de Mario Quintana


Pode ver outras incríveis criações digitais na minha galeria: Arte em AI




O sono é uma viagem noturna.
O corpo – horizontal – no escuro
E no silêncio do trem avança.
Imperceptivelmente
Avança. Apenas
O relógio picota a passagem do trem.
Sonha a alma deitada em seu ataúde:
Lá longe
Lá fora
(Ela sabe!)
Lá no fundo do túnel
Há uma estação de chegada
- anunciam-na os galos, agora –
Com a sua tabuleta ainda toda úmida de orvalho,
Há uma estação chamada
AURORA.


Mario Quintana
in Preparativos de Viagem





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21/08/2026

21 A Gralha-cinzenta




Durante as minhas visitas a Copenhaga, foi possível observar várias aves características da região. Hoje o destaque vai para:

A gralha-cinzenta





A gralha-cinzenta, de nome científico Corvus cornix, é uma ave pertencente à família Corvidae, a mesma dos corvos, pegas e gaios. Esta família é conhecida pela grande inteligência, capacidade de aprendizagem e comportamento social complexo das suas espécies.

A sua origem situa-se principalmente na Europa, Médio Oriente e partes da Ásia Ocidental. É comum em países do norte e leste da Europa, onde ocupa uma grande variedade de habitats. Ao longo do tempo, adaptou-se bem tanto a zonas naturais como a ambientes urbanos, sendo frequentemente observada em cidades, campos agrícolas, florestas abertas e zonas costeiras.

Fisicamente, distingue-se facilmente pela sua plumagem de duas cores: cinzento-claro no corpo e preto na cabeça, asas, cauda e bico. Mede cerca de 48 a 52 cm, sendo uma ave robusta e de voo forte.




Quanto aos hábitos, a gralha-cinzenta é uma ave diurna, muito inteligente e oportunista. É omnivora, alimentando-se de insetos, pequenos animais, ovos, sementes, frutos, restos de comida e até carcaças. Esta dieta variada contribui para a sua grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes.

É uma ave social, frequentemente observada sozinha, em pares ou em pequenos grupos. Durante a época de reprodução, forma casais estáveis e constrói ninhos volumosos em árvores altas, postes ou estruturas humanas. Comunica através de vocalizações fortes e roucas, típicas dos corvídeos.




Fotos Pessoais


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19/08/2026

15 Extravio - Poema de Ferreira Gullar


Pode ver outras incríveis criações digitais na minha galeria: Arte em AI



Onde começo, onde acabo,
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja
periferia é o centro?

Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas:
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.

Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.

Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.

Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em cada olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.

Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.


Ferreira Gullar



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