13/04/2026

0 Igreja Matriz do Alvor - Algarve




Olhares de uma das minhas visitas ao Algarve:


Igreja Matriz do Alvor





Localizada na parte mais elevada da vila, a Igreja Matriz de Alvor, também conhecida como Igreja do Divino Salvador, é um dos marcos históricos e culturais mais importantes da vila de Alvor, no Algarve. Este templo religioso, construído no século XVI, destaca-se pela sua arquitetura manuelina e pela sua rica história, que reflete a importância da vila ao longo dos séculos.




É um dos principais exemplares do estilo manuelino na região do Algarve. O elemento mais importante na igreja é o portal principal, no estilo manuelino, mostrando já influências renascentistas, e que está profusamente ornamentado com motivos vegetalistas e antropomórficos, incluindo figuras humanas e animais, folhas, maçarocas, flores e troncos de árvores, cenas militares e símbolos religiosos.




O seu interior é composto por três naves, separadas por colunas, e apresenta azulejos do século XVIII que retratam cenas religiosas. Destaca-se a imagem do Senhor dos Navegantes, um crucifixo do século XVIII, que a tradição local diz ter chegado por mar. A capela-mor possui um retábulo rococó, com uma tela do pintor Joaquim José Rasquinho.






É considerada como um dos principais símbolos da vila de Alvor, testemunhando a devoção dos seus habitantes, tradicionalmente ligados à pesca, e aos perigos do mar.





Fotos: Pessoais


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11/04/2026

13 Aniversário Poema de Afonso Estebanez





Hoje eu quero de presente
as perdas que nós tivemos
daquele encontro marcado
a que não comparecemos.

As marcas dos nossos pés
naquela estrada impedida,
os rumos daqueles passos
que jamais demos na vida.

O sonho que nem tivemos
e o que temos sem querer
ao acordarmos de sonhos
que sonhamos sem saber.

Ternuras para o consumo
das nossas almas abertas
ao instinto mais profundo
de nossas vidas desertas.

Ô! rosa que não me deste
esta flor ausente em mim
ô! o crepúsculo apagando
tão cedo no meu jardim...


Afonso Estebanez





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08/04/2026

20 As delicadas Pink Evening Primrose - Pinkladies (Oenothera speciosa)




Já aqui as tinha apresentado, mas hoje trago novos olhares destas delicadas e belas flores.


Pinkladies (Oenothera speciosa)





Originária do sul dos Estados Unidos e do México, esta planta pertence à família Onagraceae e é muito apreciada como espécie ornamental em jardins e espaços públicos. Conhecidas como Pink Ladies ou Pink Evening Primrose, são geralmente chamadas de Prímula-rosada, Prímula-Branca-da-Tarde ou Prímula-da-tarde-rosa, uma referência ao seu hábito de florescer ou abrir mais plenamente no fim da tarde.




É uma herbácea perene ou semiperene, de crescimento rasteiro e rápido, podendo formar verdadeiros tapetes floridos com cerca de 20 a 40 cm de altura. As flores são amplas, com 4 pétalas delicadas de tom rosa-claro e centro amarelado, que se abrem ao entardecer e podem permanecer visíveis durante a manhã, especialmente em dias nublados. Atraem polinizadores como abelhas e borboletas, contribuindo para a biodiversidade local.




No cultivo, a Pink Evening Primrose é uma planta muito resistente. Tolera bem o calor, a seca e solos pobres, sendo ideal para jardins de baixa manutenção, bordaduras, taludes e áreas ensolaradas. Prefere solos bem drenados e exposição solar direta, mas também se adapta a condições variadas.




Fotos: Pessoais



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06/04/2026

15 Noite Poema de Manuel da Fonseca





Milhões de barcos perdidos no mar!
Perdidos na noite!
As velas rasgadas de todos os ventos
Os lemes sem tino
vogando ao acaso
roçando no fundo
subindo a vaga
tocando as rochas!
E quantos e quantos naufragando...

Quem vem acender faróis na costa do mar bravo?!
Quem?!


Manuel da Fonseca
in Obra Poética. Lisboa, Editorial Caminho




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