segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Vento sopra lá Fora - Poema de Fernando Pessoa




O vento sopra lá fora.
Faz-me mais sozinho, e agora
Porque não choro, ele chora.

É um som abstracto e fundo.
Vem do fim vago do mundo.
Seu sentido é ser profundo.

Diz-me que nada há em tudo.
Que a virtude não é escudo
E que o melhor é ser mudo.

Fernando Pessoa



domingo, 22 de janeiro de 2017

Siprarea Nipponica 'Snowmound'




É um prazer observar a imensidão de flores das Siprarea Nipponica ( nome científico ).





Da família Rosaceae é um arbusto que pode atingir 2 meros de altura, muito ramificado, e com longos ramos curvados.





As suas flores parece que formam uma espiga pendente e são de cor branca..





É originária do Japão.




Deve ser cultivada a pleno sol, em terreno bem drenado e com regas regulares. Fica linda quando plantada isoladamente, mas também pode ser utilizada para formar cercas.





Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais

sábado, 21 de janeiro de 2017

O chamado das pedras - Poema da Cora Coralina





A estrada está deserta.
Vou caminhando sozinha.
Ninguém me espera no caminho.
Ninguém acende a luz.
A velha candeia de azeite
de lá muito se apagou.

Tudo deserto.
A longa caminhada.
A longa noite escura.
Ninguém me estende a mão.
E as mãos atiram pedras.
Sozinha...
Errada a estrada.
No frio, no escuro, no abandono.
Tateio em volta e procuro a luz.
Meus olhos estão fechados.
Meus olhos estão cegos.
Vêm do passado.

Num bramido de dor.
Num espasmo de agonia
Ouço um vagido de criança.
É meu filho que acaba de nascer.

Sozinha...
Na estrada deserta,
Sempre a procurar
o perdido tempo que ficou pra trás.

Do perdido tempo.
Do passado tempo
escuto a voz das pedras:

Volta...Volta...Volta...
E os morros abriam para mim
Imensos braços vegetais.

E os sinos das igrejas
Que ouvia na distância
Diziam: Vem... Vem... Vem...

E as rolinhas fogo-pagou
Das velhas cumeeiras:
Porque não voltou...
Porque não voltou...
E a água do rio que corria
Chamava...chamava...

Vestida de cabelos brancos
Voltei sozinha à velha casa deserta.

Cora Coralina

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A PINTORA Antonietta Varallo




A artista nasceu em Talsano (província de Taranto, sul da Itália), mas é de Livorno por adopção.







Antonietta Varallo começou a pintar apenas com quinze anos. Estudou na Academia Livre "Trossi Umberto" de Voltolino Fontani durante cerca de um ano.







Em 1976 ele ganhou o 1º Prémio "Quimera" cidade de Arezzo. É professora honorária da Academia de "Machiavello" em Florença, bem como na Academia "G.Marconi" em Bolonha.







A pintora vive e trabalha em Livorno, onde é um membro bem conhecido da comunidade artística. Os seus trabalhos encontram-se em várias coleções particulares tendo já recebido vários prémios e menções honrosas.







Os seus jardins e ruas cheios de flores e as suas encantadoras e românticas paisagens da Toscana, envoltas numa atmosfera surrealista e bela, transmitem paz e serenidade.







“A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação.” (Eça de Queirós)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Folhas de Rosa - Poema de Florbela Espanca




Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo ...

E falo-lhes d'amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente...
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente ...

Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga,
Uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e me embriaga

O espelho de prata cinzelada,
A doce oferta que eu amava tanto,
Que refletia outrora tantos risos,
E agora reflete apenas pranto,

E o colar de pedras preciosas,
De lágrimas e estrelas constelado,
Resumem em seus brilhos o que tenho
De vago e de feliz no meu passado...

Mas de todas as prendas, a mais rara,
Aquela que mais fala à fantasia,
São as folhas daquela rosa branca
Que a meus pés desfolhaste, aquele dia...


Florbela Espanca



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Esquilitos de Nova York




Sempre os admirei imenso,  lembro-me que da primeira vez que os vi no Jardim Zoológico, gostei tanto deles,  que fiz uma "birra" para a minha mãe me comprar um.

Hoje deixo aqui fotografias tiradas na minha visita a Nova York. Como eles são graciosos e lindos.



















Fotografias: Familia Rodrigues ( António, Pedro e Maria )