quinta-feira, 13 de agosto de 2020

0 Com os olhos na Calçada portuguesa nas ruas de Macau


Calçada portuguesa nas ruas de Macau


Com os olhos postos no chão para apreciar a linda ...

Calçada portuguesa nas ruas de Macau



Calçada portuguesa nas ruas de Macau

Calçada portuguesa nas ruas de Macau

Calçada portuguesa nas ruas de Macau

Calçada portuguesa nas ruas de Macau

Calçada portuguesa nas ruas de Macau

Calçada portuguesa nas ruas de Macau


Fotos Pessoais: Visita a Macau

terça-feira, 11 de agosto de 2020

4 Para os livros, cujo perfume ... Cecília Meireles




Para os livros, cujo perfume
de campo e verniz fascinava
meus olhos e meu pensamento,
não tenho tempo.

Para a flor, o linho, a ramagem,
a cor, que me arrastavam como
por um bosque múrmuro e denso,
não tenho tempo.

Nem para o mar, nem para as nuvens,
nem para a estrela que adorava
não tenho, não tenho, não tenho
não tenho tempo.

Canta o pássaro inútil ritmo,
os homens passam como sombras,
e o mundo é um largo e doido vento.
Não tenho tempo.

Longe, sozinha, arrebatada,
entro no circulo secreto
e a mim mesma não me pertenço.
Não tenho tempo.

Oh, tantas coisas, tantas coisas
que a alma servira com delicia...
(São nebulosas de silencio...)
Não tenho tempo.

Lagrimas detidas – meus olhos.
Sofro, porem já não batalho
entre saudade e esquecimento.
Não tenho tempo.

Aonde me levam? Que destino
governa a delirante vida?
Nem hei de morrer como penso.
Não tenho tempo.

Tão longe esforço, e tão penoso
- e agora fechado o horizonte.
Ó vida, inefável momento,
- não tenho tempo...



Cecília Meireles
In: Poesia Com
pleta



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