sábado, 31 de março de 2012

O pintor Daniel Ridgway Knight




Daniel Ridgway Knight Nasceu em 15 de março de 1839, em Filadélfia, Pensilvânia nos EUA e faleceu a 9 de março de 1924 em Paris, França.




Estudou e exibiu seus trabalhos na Pennsylvania Academy of the Fine Arts, junto com seus colegas Mary Cassatt e Thomas Eakins.






Em 1861 foi para Paris estudar na L’Ecole des Beaux-Arts sob a orientação de Cabanel, sendo também aprendiz no atelier de Charles-Gabriel-Gleyre.




Voltou para Filadélfia em 1863 para servir no exército de união. Durante a guerra, Knight praticou esboços de expressões faciais tentando capturar a emoção humana na sua obra.




Em 1871, casa com Rebecca Morris Webster e depois do casamento, começou a trabalhar como pintor de retratos, a fim de ganhar dinheiro suficiente para regressar a França.




Em 1872, estabeleceu-se em França, e tornou-se amigo de Renoir, Sisley e Wordsworth cujas influências são sentidas no seu trabalho. Também manteve um relacionamento estreito com Meissonier.





Em 1875 pintou “Wash Day” seguindo um esboço de Meissonier, pelo qual recebeu aclamação por parte de crítica.




Knight também foi fortemente influenciado pelos trabalhos de Jean-François Millet.



Em 1874, numa temporada em Barbizon, foi visitar Millet e descobriu a sua queda pela vida do campo. Pintou a vida rural nos seus melhores momentos.





Outras influências importantes foram Bastien-Lepage, com quem é muito comparado e Jules Breton pelo estilo de pintura ao ar livre.




Os trabalhos de Daniel Ridgway Knight representam vários aspectos da pintura do século XIX, incluindo história, género, paisagens, retratos e temas florais.




Em cada trabalho tudo o que é estético é reproduzido nos seus menores detalhes e com maestria.



As obras de Knight entre os anos de 1870 e 1880 focaram-se na vida dos camponeses na realização de trabalhos do campo ou de tarefas do dia - a recolha de água ou lavar a roupa na beira do rio.




A sua pintura “Hailing the Ferry “ (Saudando o Ferry), pintada em 1888 e atualmente na coleção da academia de Pensilvânia das Belas Artes, mostra duas meninas camponesas a falarem com o barqueiro do outro lado do rio. Esta obra, considerada uma das obras-primas do artista, capta todos os elementos de seu período de pré-Rolleboise - a luz suave e cor, os números finamente detalhados e atenção aguda do artista ao detalhe.




Em meados da década de 1890, Knight estabeleceu-se numa casa em Rolleboise, a cerca de quarenta quilómetros a oeste de Paris.




Aqui, ele começou a pintar as cenas que eram para fizeram o seu trabalho ser tão procurado por colecionadores contemporâneos - visões do seu jardim.




A sua casa tinha um lindo jardim no terraço com vista para o Sena - uma visão muitas vezes utilizada nas suas pinturas. Colecionadores de todo o mundo disputavam estes trabalhos. Knight contou com as meninas locais como modelos para as suas telas de jardim.




Nas obras deste período incluem The Roses atualmente na coleção do Museu de Velocidade JB e O Letter no Art Museum Joslyn - sendo que ambos apresentam mulheres bonitas jovens cercadas por flora exuberantes.



Recebeu a medalha do Salão de Paris de 1888 por “Hailing the Ferry” e a medalha de ouro na exposição de Munich no mesmo ano.




Em 1889 foi agraciado com a medalha de prata da Exposição de Paris e recebeu a “Légion d’Honneur”, tornando-se oficial em 1914. Em 1896 recebeu a Grande medalha de honra da Pennsylvania Academy.




O seu filho, Louis Aston Knight (1873 – 1948), também é conhecido como um pintor de paisagens.




Fotos e Fontes: Wikipedia; http://rceliamendonca.wordpress.com/2010/06/16/daniel-ridgway-knight/; http://www.rehs.com/virtexdrk.htm; http://www.allartclassic.com/author_biography.php?p_number=206; outros






"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma." (George Bernard Shaw)

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Que Tu És... - Poema de Florbela Espanca





O Que Tu És...

És Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.

Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!

Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!

És ano que não teve Primavera...
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!...

Florbela Espanca



quinta-feira, 29 de março de 2012

Divagar por Barcelos


Barcelos é uma encantadora cidade do Distrito de Braga e é o maior município de Portugal, contando com 89 freguesias.


Foto: TreakEarth_Emka


O seu prestígio vem já desde o século XV, tendo contribuído para tal o apoio que dava aos viandantes, a experiência da Colegiada instituída pelo arcebispo de Braga, a comunidade judaica, bem como o urbanismo civil e religioso.


Foto: www.travel-in-portugal.com


Barcelos é uma cidade antiga, situada num local com vestígios arqueológicos desde a Pré-História, mas foi no séc. XII que sua história começou, primeiro quando D. Afonso Henriques lhe concedeu foral e a tornou vila e depois quando D. Dinis, em 1298, quis compensar o seu mordomo-mor João Afonso e o tornou conde, doando-lhe a povoação em título.

Em 1385, o Condestável Nuno Álvares Pereira tornou-se o 7º Conde de Barcelos. Entregaria Barcelos como dote no casamento da filha D. Beatriz com D. Afonso, bastardo do rei D. João I. Começou então uma época de grande desenvolvimento e dinâmica para Barcelos, revelado com a construção da ponte, a muralha, de que resta a Torre da Porta Nova, do Paço dos Duques e da Igreja Matriz. São estes monumentos que constituem hoje o centro histórico da cidade.


Foto: Olhares_Fernando Costa


O ponto mais elevado do concelho situa-se no Monte de São Gonçalo, a 488 metros de altitude, na freguesia de Fragoso.

O município é caracterizado por três bacias hidrográficas a do rio Cávado, rio Neiva e o rio Este.

A não perder:

Igreja Matriz de Barcelos
A Igreja Matriz de Barcelos ou Igreja Matriz de Santa Maria de Barcelos, também conhecida por Colegiada é uma igreja dedicada a Santa Maria Maior. Situa-se no centro histórico de Barcelos, junto às ruínas do Paço dos Condes de Barcelos. É um edifício com cariz de transição do românico para o gótico.

Mosteiro de São Martinho de Manhente
O antigo Mosteiro de São Martinho de Manhente localiza-se na atual freguesia de Manhente. A data de sua fundação poderá remontar à primeira metade do século X, atualmente resta apenas, a chamada Torre de Manhente e a Igreja Matriz de Manhente.

Igreja de Vilar de Frades
A Igreja de Vilar de Frades, também designada como Igreja do Mosteiro dos Lóios ou Igreja de São Salvador de Vilar de Frades em Areias de Vilar, é monumento nacional português desde 1910. Faz parte do complexo do convento da Congregação dos Cónegos Seculares de S. João Evangelista que aí estabeleceu a sua primeira casa-mãe, tendo sido, antes, um mosteiro beneditino. Está situada no sopé do monte Airó, junto à margem esquerda do rio Cávado.


Foto: cityseeker.com


Festividades
• Peregrinação Arciprestal ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário do Monte da Franqueira
• Festa das Cruzes - Anualmente entre 1 e 3 de Maio
• Procissão do Senhor dos Passos
• Festas da Isabelinha

Artesanato
Barcelos é uma terra rica em artesanato, apresentando uma ampla variedade de artes e ofícios, dos quais se destaca pela sua importância a olaria.

O galo Barcelos
Nas cerâmicas artesanais, é de salientar especialmente o Galo de Barcelos, um galo bem colorido e considerado um ícone nacional de Portugal.

Foto: net


A lenda do galo de Barcelos vêm desde a época medieval, e conta a epopeia de um peregrino a caminho de Santiago de Compostela, que foi salvo miraculosamente da forca, por um galo que cantou depois de morto para provar a sua inocência.

Para além da arte da olaria salienta-se também os bordados de crivo da Carreira, tecelagem, trabalhos em madeiras e trabalhos em ferro.

Barcelos tem imensos locais de interesse turístico, um belissimo património edificado, como belas igrejas, históricos conventos e mosteiros, e uma paisagem natural verde e deslumbrante.


Foto:VirtualTourist

Vá visitar, Vale a pena.

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.cm-barcelos.pt/; http://www.museuolaria.org/; http://www.solaresdeportugal.pt/; TreakEarth; Olhares; www.panoramio.com; VirtualTourist; www.rotadoperegrino.com ; outros


Poderá ver este post completo no meu blogue de viagens “Viajar é alargar os nossos Horizontes” em: Barcelos


quarta-feira, 28 de março de 2012

Urso Pardo


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

Hoje: Urso Pardo




Nome Científico: Ursus arctos
Ordem: Carnivora
Família: Ursidae


Distribuição e Habitat :
Encontram-se na Europa (cordilheira Cantábrica, Pirenéus, Escandinávia, Alpes e Cárpatos), na América do Norte e na Rússia. Vivem em florestas de coníferas, em regiões montanhosas e na tundra.



 
Identificação:
Têm o corpo pesado e robusto, cauda curta e patas fortes com cinco garras não retrácteis, que podem atingir os 10 cm nas patas anteriores e são utilizadas para escavar o solo em busca de alimento ou de abrigo, para pescar, para trepar e para defesa. A cabeça é larga com orelhas curtas e arredondadas e o focinho é comprido.




As dimensões e peso destes animais dependem da localização geográfica, da altura do ano, da disponibilidade alimentar, do sexo e da idade, mas os animais maiores tendem a ser encontrados a norte da área de distribuição da espécie. No Outono, atingem o peso máximo devido às reservas de gordura acumuladas (os machos podem chegar a pesar 780 kg). As fêmeas são bastante mais pequenas e leves que os machos. A pelagem é normalmente castanho-escura, embora existam variações entre os tons castanho-claro e negro. É mais densa no Outono e mais leve no início do Verão. Os juvenis apresentam, normalmente, uma banda amarelada em torno do pescoço.



Hábitos:
São animais solitários, embora se possam reunir de forma relativamente pacífica em locais onde o alimento seja abundante, como acontece durante a época da desova do salmão, no Santuário de caça do rio MacNeil, no Alasca.




Os territórios dos machos sobrepõem-se aos de várias fêmeas (que são mais pequenos) e de outros machos. As marcações de território são conseguidas por meio de raspagens na casca das árvores, nas quais esfregam as costas, deixando pêlos e odores. Recolhem-se durante o Inverno numa cavidade subterrânea forrada com vegetação seca ficando num estado letárgico. Este está relacionado com a escassez de alimento nesta altura do ano, uma vez que é necessária bastante energia para manter a temperatura do corpo elevada. Assim, a temperatura do corpo, a velocidade dos batimentos cardíacos e a taxa metabólica são reduzidas de forma a poupar energia, sendo a sobrevivência garantida apenas a partir das reservas de gordura acumuladas no Verão e no Outono; e embora percam muito peso à medida que vão utilizando estas reservas, a sua massa proteica permanece geralmente constante ou vai diminuindo apenas gradualmente, o que é um factor essencial para a sua boa condição vital.




Alimentação:
São principalmente vegetarianos, mas a sua dieta é omnívora e muito diversificada. Exibem uma grande perícia na manipulação de objectos quando procuram alimento. Alimentam-se de herbáceas, frutos, raízes, sementes, insectos, mel, peixe (truta, salmão), ovos e juvenis de aves, roedores, veados, renas, alces e gado doméstico.




Reprodução:
Na época de reprodução, entre Maio e Julho, há lutas entre os machos e formam-se casais por curtos períodos de tempo. A gestação dura sete a oito meses e de Janeiro a Março, nascem dentro da toca uma a três crias (normalmente duas crias gémeas), com os olhos fechados, sem pêlo e com 10% do peso que seria de prever pelo tamanho da fêmea, ou seja 400 a 500 g.




O curto período de gestação está relacionado com o risco para a sobrevivência da mãe e das crias que está associado ao grande dispêndio de energia com a gestação e o início do aleitamento, num período em que a fêmea subsiste apenas à custa das reservas de gordura que acumulou e também com a vantagem de os nascimentos ocorrerem um pouco antes do início da Primavera, na qual o alimento é mais abundante. Os juvenis são desmamados com cerca de um ano e meio e permanecem com a mãe até aos três a quatro anos de idade, aprendendo com ela as técnicas necessárias à sua sobrevivência futura como adultos solitários, pelo que as ninhadas têm três anos ou mais de intervalo. Os ursos-pardos atingem a maturidade sexual entre os quatro anos e meio e os sete anos. No entanto, os machos só atingem o tamanho necessário para se tornarem reprodutores aos oito a 10 anos de idade. A sua longevidade no habitat natural é de 20 a 25 anos.




Principais ameaças:
A espécie não está globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza), mas a sua área de distribuição actual é muito restrita e apenas uma fracção da original. Apesar das suas excelentes características adaptativas, tais como a versatilidade da dieta, a curiosidade e a rápida aprendizagem, a normalmente baixa densidade populacional, associada à grande dimensão do território de que necessitam e a lenta maturação sexual (principalmente no caso dos machos) são factores que dificultam a recuperação das populações. A perda de habitat é um factor muito importante de ameaça à espécie, pois os ursos-pardos requerem muito espaço de forma a manter a variabilidade genética e evitar a consanguinidade. A maioria das reservas não é suficientemente grande e estes animais são difíceis de reintroduzir, por falta da necessária experiência de sobrevivência das fêmeas e das crias.

Fontes e Fotos: Wikipedia; National Geographic; Portlasaofrancisco; treknature; Enciclopédia a Vida Animal; outros



“A Terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos.” (Mahatma Gandi) .

segunda-feira, 26 de março de 2012

A maravilhosa arte de Jean-Pierre Augier


Pierre Augier é um escultor nascido no ano de 1941 em Saint-Antoine-de-Siga (Nice), que consegue transformar ferro em figuras de linhas harmoniosas que sugerem momentos de carinho, ternura pureza e magia.




Quando criança, não havia muitos recursos para comprar brinquedos, então recolhia sucatas e outras coisas que encontrava no trajeto para a escola. Com eles, ele montava os seus brinquedos.
Pierre Augier, tinha como diziam os seus colegas uns pais “amorosos”, O pai era agricultor, produtor, caçador e pescador e. Um homem sábio, prudente, e sensível às artes. Josephine Augier, sua mãe, assumiu o seu papel de esposa e mãe com dinamismo.




No ano de 1949 Jean-Pierre foi para a escola St. Clair School (distrito Levens), liderada pela professora, Miss Carpenter. Esse percusro para a escola era feito todos os dias a pé. A natureza que o rodeava fascinava-o (plantas e animais) e começou a criar objetos artísticos com o que encontrava (sementes, agulhas de pinheiro, argila).




Conclui o ensino primário em 1955 e estimulado por miss Carpenter, sua professora, percorre museus, mosteiros, igrejas e catedrais, passando a ter um contato mais direto com as artes plásticas.

Em 1956 sob orientação do escultor Marcel Maury passou a criar colares e pulseiras feitas de escamas de pinhas.




Durante o serviço militar na Argélia (1961-1963), esculpiu em madeira as figuras do deserto e criou peças de cerâmica inspiradas em gravuras rupestres. Interessava-se por antigas ferramentas abandonadas e aprendeu a soldá-las com o seu primo Roger Debacq, um mecânico em St. Blaise.




Começa a dar forma a essas peças de ferro transformando-as em personagens articulados, aos quais imprime segundo ele mesmo diz, as quatro “virtudes cardeais”: graça, movimento, sensibilidade e humor.




Em 1964 instalou o seu ateliê no estábulo da casa de seus pais e em 1965 - juntamente com Marcel Maury, realiza a sua primeira exposição de peças de madeira (aves, atletas, dançarinos, luzes e lâmpadas de rua ...) e de Anjos músicos em ferro.




Casa-se em 1967 com Marie-Helene Pavillet. O casal teve dois filhos, Laurence em 1968, e Emmanuel, em 1970.




A partir de 1970 passou a trabalhar só ferro. Um critico de arte da galeria de Mougins, Frederic Lusson, apresenta-o como um "mágico do ferro".




Simplificando formas e detalhes, este escultor francês de grande sensibilidade, parece dar vida e movimento às suas figuras e consegue transformar o ferro em figuras lindissímas, esculpidas com maestria.




Maternidade, fábulas, contos de fadas, mitologia e temas religiosos são os temas favoritos deste artista genial.




Já realizou exposições em Levens, várias outras regiões da França, e também em Paris, Nova York, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha e Suíça.




Em 2003 Jean-Pierre Augier foi nomeado cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

O seu trabalho expressa a felicidade, mas felicidade conquistada através da coragem, trabalho, talento e virtudes comuns. A sua obra nos convida a um olhar sereno sobre os homens, natureza ou objetos.




Poderá apreciar melhor a sua arte no seu site oficial : Site de Jean-Pierre Augier

Fontes e Fotos: http://www.jpaugier.fr/; http://www.amazoninterart.com/; email recebido; outros



"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência." (Aristóteles)
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