terça-feira, 21 de novembro de 2017

18 Luar - Poema Victor Hugo





Serena paira a lua e nas ondas rebrilha.
Livre a janela, enfim, aberta para a brisa,
A sultana olha, além, e o mar que se repisa,
Com um fluxo de prata adorna as negras ilhas.

Vibrando, de seus dedos, escapa a guitarra.
Ela ouve… Um surdo som golpeia os surdos ecos.
Uma grande nau turca a vir de águas de Cos
A agitar o arquipélago com remos tártaros?

Os alcatrazes, um a um, a mergulhar
Cotando a água que rola em pérolas sobre as asas?
Será um djim que lá do alto assovia em voz rasa
E lança ameias lá da torre para o mar?

Quem pois resolve as vagas lá perto do harém?
Nem o negro alcatraz sobre o fluxo embalado,
Nem as pedras do muro ou o rumo ritmado
Da grande nau pela onda e remos em vaivém.

São alforjes de peso; e dos prantos a trilha.
Ver-se-ia ao sondar o mar que os engalana,
Moverem-se em seus flancos tal qual forma humana…
Serena paira a lua e nas ondas rebrilha.


Victor Hugo

18 comentários:

  1. Daqueles poemas que convocam imagens, que fazem correr a imaginação.

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  2. Victor Hugo o magnífico poeta!
    Lindo Maria Rodrigues.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  3. Bom dia
    Amei de verdade este poema. Parabéns pela excelente escolha.

    Beijinhos e um dia feliz

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  4. A magia da poesia em noite de luar!!!
    gostei de ler ... bj

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  5. Bien acompañada esta poesía con la imagen.

    Saludos.

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  6. Uma janela com uma vista espetcular e um poema maravilhoso do Victor Hugo para contemplar
    Abraço

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  7. Querida amiga
    Não conhecia este poema de Victor Hugo. Gostei imenso!

    Dias felizes desejo.

    Votos de uma boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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  8. Adorei o poema, as obras de Victor Hugo são deslumbrantes!
    Tenha uma ótima terça feira.

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  9. Oi Maria, bt!
    Mais um poema lindo e mais uma bela escolha. A foto é simplesmente maravilhosa!
    Parabéns amiga!
    Bjssss

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  10. Belíssima partilha querida amiga ,desejo-lhe uma semana muito feliz ,beijinhos no coração

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  11. Sempre uma maravilha, descobrir por aqui, trabalhos de grandes autores!
    Um poema que desconhecia, e que adorei apreciar!
    Beijinhos! Continuação de uma boa semana!
    Ana

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  12. Ao ler esse belo poema. Fez-me recuar no tempo. Até há idade de quando eu era moço. Nesse tempo lá no campo os alforges penduravam-se nas cangalhas colocadas no lombo dos burros, para o transporte de produtos alimentares, tanto para pessoas como para animais! Mas, isso era nesse tempo em que haviam muitos burros. Hoje estão em vias de extinção. Quase já não há burros no Alentejo.

    Tenha uma boa noite amiga Maria, um abraço,
    Eduardo.

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  13. Imagina abrir a janela e ver uma paisagem desta.
    Gosto deste autor.
    Boa continuação de semana.
    Abraços.

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  14. Querida, bela escolha, amo esse poema , daquelas raridades que encantam.Lindas imagens! Abraços, Tenha um belo dia.

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  15. Mais um poema, de um extraordinário autor, que adorei conhecer por aqui...
    Óptima escolha, como é habitual, Maria!
    Beijinho
    Ana

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  16. https://poemasdaminhalma.blogspot.pt
    Olá querida Maria!! Com muitas saudades deste lugar uma vez mais aqui estou.
    Adorei as lindas obras de arte que sempre nos apresenta, para regalo os nosso ollhar, e também pela bela poesia que tanto saboreio ao apreciá-la.
    Beijinho de saudade.
    Luisa fernandes


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