terça-feira, 21 de novembro de 2017

Luar - Poema Victor Hugo





Serena paira a lua e nas ondas rebrilha.
Livre a janela, enfim, aberta para a brisa,
A sultana olha, além, e o mar que se repisa,
Com um fluxo de prata adorna as negras ilhas.

Vibrando, de seus dedos, escapa a guitarra.
Ela ouve… Um surdo som golpeia os surdos ecos.
Uma grande nau turca a vir de águas de Cos
A agitar o arquipélago com remos tártaros?

Os alcatrazes, um a um, a mergulhar
Cotando a água que rola em pérolas sobre as asas?
Será um djim que lá do alto assovia em voz rasa
E lança ameias lá da torre para o mar?

Quem pois resolve as vagas lá perto do harém?
Nem o negro alcatraz sobre o fluxo embalado,
Nem as pedras do muro ou o rumo ritmado
Da grande nau pela onda e remos em vaivém.

São alforjes de peso; e dos prantos a trilha.
Ver-se-ia ao sondar o mar que os engalana,
Moverem-se em seus flancos tal qual forma humana…
Serena paira a lua e nas ondas rebrilha.


Victor Hugo

13 comentários:

  1. Daqueles poemas que convocam imagens, que fazem correr a imaginação.

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  2. Victor Hugo o magnífico poeta!
    Lindo Maria Rodrigues.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  3. Bom dia
    Amei de verdade este poema. Parabéns pela excelente escolha.

    Beijinhos e um dia feliz

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  4. A magia da poesia em noite de luar!!!
    gostei de ler ... bj

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  5. Bien acompañada esta poesía con la imagen.

    Saludos.

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  6. Adorei o poema, as obras de Victor Hugo são deslumbrantes!
    Tenha uma ótima terça feira.

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  7. Oi Maria, bt!
    Mais um poema lindo e mais uma bela escolha. A foto é simplesmente maravilhosa!
    Parabéns amiga!
    Bjssss

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  8. Sempre uma maravilha, descobrir por aqui, trabalhos de grandes autores!
    Um poema que desconhecia, e que adorei apreciar!
    Beijinhos! Continuação de uma boa semana!
    Ana

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  9. Imagina abrir a janela e ver uma paisagem desta.
    Gosto deste autor.
    Boa continuação de semana.
    Abraços.

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  10. Querida, bela escolha, amo esse poema , daquelas raridades que encantam.Lindas imagens! Abraços, Tenha um belo dia.

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  11. Mais um poema, de um extraordinário autor, que adorei conhecer por aqui...
    Óptima escolha, como é habitual, Maria!
    Beijinho
    Ana

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