segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Canção de Outono - Poema de Paul Verlaine




Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono
Ferem a minh’alma
Num langor de calma
E sono.

Sufocado, em ânsia,
Ai! quando à distância
Soa a hora,
Meu peito magoado
Relembra o passado
E chora.

Daqui, dali, pelo
Vento em atropelo
Seguido,
Vou de porta em porta,
Como a folha morta
Batido…


Paul Verlaine
(Tradução de Alphonsus de Guimaraens)


14 comentários:

  1. O Outono que pelo que me dizem chegou em força a Portugal.
    Boa semana

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  2. Bom dia. Com uma palavra classifico este poema: DIVINAL
    .
    Deixo um abraço e votos de uma feliz semana

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  3. Parabéns pela escolha. Brilhante! Amei

    Beijo e uma excelente semana.

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  4. Lindo, sensível, um retrato fiel do outono... :)

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  5. Paul Verlaine é um grande Poeta. Gostei muito desta "Canção de Outono". Um Outono de "langor de calma"...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  6. Oi Maria
    Linda canção e lindo blog
    Da gosto de ver
    Beijos
    Lua Singular

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  7. Um poema outonal, trazendo mudanças e inquietações...
    Versos profundos...
    Bj

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  8. Um poema cheio de nostalgia a lembrar o Outono.
    Boa Semana.
    beijinhos
    :)

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  9. Olá Maria! Belo e profundo poema amiga. Ótima escolha! Parabéns!

    Beijos,

    Furtado

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  10. O Outono num poema maravilhoso, com uma imagem fantástica. Amiga, obrigada pelo carinho lá no meu canto. Aos poucos vou tentando voltar. Boa semana e beijos com muito carinho

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  11. Bonito poema, María, y eso que lo he traducido con el automático de Google. Gracias!
    Un beso :)

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  12. Um poema nostálgico, que apela à reflexão e ao recolhimento... como esta estação do ano...
    Gostei imenso! Beijinhos
    Ana

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