quarta-feira, 6 de abril de 2011

Distância - Poema de Cecilia Meireles




Quando o sol ia acabando
E as águas mal se moviam,
Tudo que era meu chorava
Da mesma melancolia.
Outras lágrimas nasceram
Com o nascimento do dia:
Só de noite esteve seco
Meu rosto sem alegria.
(Talvez o sol que acabara
e as águas que se perdiam
transportassem minha sombra
para a sua companhia...)
oh!
Mas nem no sol nem nas águas
Os teus olhos a veriam...
_que andam longe, irmão da lua,
muito clara e muito fria...

Cecília Meireles


11 comentários:

  1. Querida amiga, lindo poema da magnífica Cecília Meireles,ela escrevia com os olhos do coração. Beijocas

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  2. Os poemas de Cecília, saõ um eterno encanto.
    Bom dia Maria, passando para te deixar um beijo.

    Com carinho
    Fernanda

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  3. Bom dia, que linda!Alegrou o meu dia e me deu inspiração, agora vou tranapassar esse cheio de amor no coração...obrigada...bjin e fique com DEUS!

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  4. Linda Cecília!Ótimo dia pra ti!beijos,chica

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  5. Maria Querida
    No fim de semana que passou estive a ler este poema de Cecília e pensei um dia deste vou publica-lo e cá está ele. Lindo Maria muito obrigado por esta partilha.
    Beijinho no teu coração

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  6. Minha amiga, que linda escolha e quanta profundidade aí...
    Somos assim as vezes, somos sim...
    Meu apreço, um abraço.

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  7. Amiga Maria.Adoro a beleza dos poemas de Cecília,este é lindo e nunca o li...obrigada pela partilha.
    Beijinho de amizade

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  8. Uma verdadeira obra de arte! A união e a cadencia perfeita entre a poesia e imagem. Bjs querida.

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  9. Boa noite, Maria!
    Ah....essa distância tem judiado muito de mim....

    A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.

    Roger Bussy-Rabutin

    Com carinho,
    Mara

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  10. Minha querida

    Lindo este poema de Cecília Meireles, eu adoro a poesia dela.

    Deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  11. Querida Maria

    A poesia de Cecília Meireles toca-nos sempre o coração e transporta-nos para momentos,talvez,um dia vividos.

    Beijos

    Olinda

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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