quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Natureza - Poema de Efigênia Coutinho (Mallemont)





Quando entro numa floresta, ajoelho-me,
porque ela é a mais antiga das Igrejas,
aquela em que o primeiro homem ergueu ao céu
a sua primeira prece: saudação à Natureza!

Não há sacerdotes nesta Igreja, nem velas no seu altar,
nem fumos de incenso, que saiam dos turíbulos
de prata! Há uma multidão silenciosa,
que estende os braços robustos para o alto...

E, sobre aqueles braços, uma multidão de mãos,
se abrem para implorar a vida ao sol, que tudo cria.
A natureza mais sábia, soube na Floresta preparar
bálsamos diversos, para todos os males da alma.

Porque todas aquelas folhas verdes e sussurrantes
ao vento, dizem a sua prece no murmúrio misterioso
duma língua sem palavras, tudo reza: rezam as folhas,
e com elas os insectos da Terra nos ramos entre a cortiça!

Eu me encontro como uma criança, num berço onde a
vida germina e cresce, lenta, esperançosa, apontando
a Natureza Futurecida! Nasce-se e morre-se a cada
hora a cada minuto naquele berço esmeraldino e fresco...

Efigênia Coutinho (Mallemont)




7 comentários:

  1. Lindo e maravilhoso minha querida, que feliz da pessoa que soube retratar tão sublime poema, que lindo pensamento evadio essa pessoa e a si meu anjo. Com toda essa sensibilidade nos veio aqui tão gentilmente nos mostrar. Obrigada pela pessoa linda que se tornou uma grande amiga, que a paz Divina sempre esteja contigo, beijinhos de luz paz e muito amor...
    PS:beijinhos especiais sempre.

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  2. Maria boa tarde,
    Que poema belo!
    Quanta serenidade, quanta beleza, quanta inspiração a floresta nos oferece!
    As árvores com os seus ramos num imenso agradecimento ao Criador.
    Muito obrigada por tudo o que de maravilhoso nos oferece.
    Um beijinho.
    Ailime

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  3. Minha querida Maria, desejo primeiramente que teu paizinho venha ter a saúde restabelecida e que fique bem.
    Esse poema além de tocante, mostra que sua autora está em sintonia com o planeta e com as florestas, que ela reverencia como catedrais da natureza.
    Deixo então, um fraterno abraço e um beijo grande.

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  4. simplesmente maravilhoso este poema, um hino á natureza, á vida que palpita em cada átomo divino.
    bjs

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  5. Agradeço, amiga, ter-me dado a conhecer esta poeta.

    Bem haja!

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  6. Minha querida

    Um poema lindo que adorei ler.

    Deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  7. Muito obrigada pelo seu comentário.Fico por demais agradecida...e feliz que ainda podemos encontrar pessoas que perdem um pouquinho do seu tempo para ajudar as pessoas, mesmo que desconhecidas. Meus pêsames pelo seu pai. A perda é sempre dolorosa...mais esteja certa que ele está lá emcima, acompanhando você. Adoro sua terra! Meus pais e marido são portugueses...eu sou brasileira, assim como meu filho.Mil beijocas.Vou ficar em contato.Tenha um final de semana de muita luz!
    Maria Delfina

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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