terça-feira, 19 de julho de 2011

Ruinas - Poema de Florbela Espanca




Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais alto do que as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar.

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"


"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos." (William Shakespeare)

10 comentários:

  1. Muito lindo esse poema da Florbela, parabéns pelo bom gosto. Uma linda semana pra você, beijos.

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  2. A sempre eterna Florbela Espanca..
    Boas Férias...
    Beijo

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  3. Querida amiga Maria, Paz. Aproveite bem as férias é um momento merecido de refazimento, volte com muitos assuntos lindos para nós que estamos a tua espera. Um abraço carinhoso. Celina

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  4. Amiga, esquecí de comentar este soneto lindo de florbela, ela é a poetisa que eu desejaria ser. Abraços Celina.

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  5. oi Maria,

    Florbela sempre
    inspirada e encantadora...
    adorei,minha amiga!

    beijinhos

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  6. A sofrida Florbela escrevia poemas incríveis.Lembrei-me agora que o nosso Tom Jobim, disse numa canção que ¨O poeta só é grande se sofrer¨

    Beijos

    Paloma

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  7. Maria querida
    Boas férias amiga aproveita cadasegundo.
    Excelente escolha esta da florbela.
    Beijinho

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  8. Olá, Maria

    Florbela, com os seus lindos poemas eivados de muita paixão.
    Sonhos que tombam!Derrocada louca!

    Beijos

    Olinda

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  9. Maria,que soneto delicioso que escolheu para postar!Eu adorei!Bjs,

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  10. Os poemas melancólicos da Florbela ensinam a não sofrer. Um abraço, Yayá.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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