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quinta-feira, 1 de março de 2018

6 Súplica - Poema de José Régio





Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga


6 comentários:

  1. Que espetáculo este poema! É sempre inspirador vir aqui. Abraço!

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  2. Oi Maria
    Uma poesia bem construida, mas senti falta do amor
    É ele que rege a vida.
    Beijos
    Lua Singular

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  3. Um poema que reflecte uma alma dolorida.
    Beijinhos

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  4. Um belo poema, minha amiga Maria, de autoria de Miguel Torga, que tu compartilhas conosco. Parabéns. Destaco estes versos iniciais:

    "Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
    E que nele posso navegar sem rumo,
    Não respondas
    Às urgentes perguntas
    Que te fiz.
    Deixa-me ser feliz".

    Um grande abraço.
    Pedro

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  5. Riquíssima partilha querida amiga ,muitos beijinhos no coração felicidades

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.