quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Solidão - Poema de Rainer Maria Rilke





A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.

Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
desiludidos e tristes se separam;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:

então, a solidão vai com os rios...


Rainer Maria Rilke,



5 comentários:

  1. Um belo poema, gostei.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.
    Andarilhar

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  2. Lindo poema, como sempre ótima escolha.
    beijinhos, Léah

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  3. Oi Maria, bt!
    Mais um poema lindo e mais uma bela escolha! Parabéns!
    Bjssss amiga

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  4. Maravilhosa esta escolha. Amei o poema.

    Beijinhos

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  5. Mais uma escolha incrível!
    Adorei o poema... que também não conhecia!
    Bjs
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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