domingo, 23 de julho de 2017

Onde o Homem não chega - Poema de Fernanda de Castro





Onde o Homem não chega tudo é puro,
dessa pureza da primeira infância.
Tudo é medida, ritmo, concordância,
tudo é claro e auroral: a noite, o escuro.

E nem o vendaval é dissonância
mas promessa de sol e de futuro.
Quem levantou esse primeiro Muro
que do perto fez longe, ergueu distância?

Foi o Homem, com suas mãos de barro,
com suas mãos perjuras, fel e sarro
de inútil sofrimento e vil prazer.

Não é tarde, porém: sacode a lama,
ergue o facho, levanta a Deus a chama
e recomeça: acabas de nascer.


Fernanda de Castro, in "Ronda das Horas Lentas"




6 comentários:

  1. Que o homem novo renasça para que volte a viver em paz e harmonia com ele e com tudo o que o rodeia ,muito belo querida amiga ,desejo-lhe um abençoado domingo ,muitos beijinhos felicidades

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  2. Poema com força e amor profundo ao que é belo!
    Beijinho.

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  3. OLÁ MARIA

    LINDO....ADOREI o poema!!!

    Muito obrigada pela visita HOJE
    ao meu blog
    e o comentário que deixaste.

    Pois, não sei
    se sabes
    mas tenho outros blogues

    caso queiras
    aconselho-te a passar
    neste link
    fiz ontem um post recente:

    http://pensamentosimagens.blogspot.pt/

    BOA SEMANA
    Beijos da Tulipa

    http://momentos-perfeitos.blogspot.pt/

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  4. Que lindo!

    "Não é tarde, porém: sacode a lama,
    ergue o facho, levanta a Deus a chama
    e recomeça: acabas de nascer. "

    Beijinho.)

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  5. Um poema belíssimo e profundo... para ler e reler!
    Como sempre, uma maravilhosa escolha, por aqui...
    Beijinhos
    Ana

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