sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sonho, vigília, noite, madrugada...




Sonho, vigília, noite, madrugada?
Um a um, desfolhei os sete véus,
e adormecido o corpo, a alma acordada,
um a um, escalei os sete céus.

Sem limites de tempo nem espaço,
quanto tempo durou minha viagem?
Andei mundos sem dor e sem cansaço,
ficou, em meu lugar, a minha imagem.

Agora, de regresso, cumpro a pena.
Tudo esqueci dessa abismal distância
mas algo é diferente: volto à arena
com uma nova inocência, um gosto a infância.

Serena, com uma paz desconhecida,
aceito, sem revolta, a humana sorte:
viver, da Vida, esta pequena vida,
morrer, da Morte, esta pequena morte.


Fernanda de Castro 





8 comentários:

  1. Bom dia
    Lindo e sensível poema!
    Amei.

    Beijo, bom fim de semana.
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  2. Um belo poema da Fernanda de Castro.
    Um abraço minha amiga e bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  3. Poesia linda! Que teu fds seja muito bom! bjs chica

    ResponderEliminar
  4. Um poetar muito lindo e bem escolhido.
    Bjs Maria Rodrigues e um ótimo final de semana.
    Carmen Lúcia.

    ResponderEliminar
  5. O melhor caminho é aceitar a vida sem revolta, belos versos.
    Bom fim de semana Maria, beijos.

    ResponderEliminar
  6. Quando paramos, refletimos e limitamo-nos a conversar com o nosso Eu, num momento só nosso, saímos dessa conversa muito mais reconfortados e serenos para aceitar com optimismo os complexos momentos que a vida nos traz. Lindo, amiga! Um bom fim de semana.
    Beijinhos
    Emília.

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.