sábado, 17 de novembro de 2018

Felicidade - Poema de Manuel Bandeira




A doce tarde morre. E tão mansa
Ela esmorece,
Tão lentamente no céu de prece,
Que assim parece, toda repouso,
Como um suspiro de extinto gozo
De uma profunda, longa esperança
Que, enfim cumprida, morre,descansa...

E enquanto a mansa tarde agoniza,
Por entre a névoa fria do mar
Toda a minhalma foge na brisa:
Tenho vontade de me matar!

Oh, ter vontade de se matar...
Bem sei é cousa que não se diz.
Que mais a vida me pode dar?
Sou tão feliz!

- Vem, noite mansa...


Manuel Bandeira
In O Ritmo Dissoluto


11 comentários:

  1. Чудесная картина и стихи.

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  2. Mais uma poesia linda aqui! Gostei! beijos, ótimo fds! chica

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  3. Poema bonito, forte e rasgante... Gostei, Maria!
    Um bj

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  4. Um poema gritante da realidade da vida! Desapego total quando vida e morte se contradizem...
    Abraço.

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  5. Discordo da vontade de se matar,
    porquanto a morte está certa
    mesmo quem na vida se agonizar
    não haverá melhor vida do que esta?

    Que a seu bom gosto seja mais um fim de semana amiga Maria.
    Um abraço.

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  6. Uma escolha excelente!! Amei!!

    Beijos. Bom fim-de-semana.

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  7. Boa Nolie, querida amiga Maria!
    Uma imagem que ilustra perfeitamente a tal felicidade que reina em nosso ser.
    Poema belo!
    Tenha dias venturosos e felizes!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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  8. Thank you for sharing this poem.

    All the best Jan

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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