segunda-feira, 28 de março de 2016

A Balada da água do mar





O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.
– Que vendes, ó jovem turva,
com os seios ao ar?
– Vendo, senhor, a água
dos mares.
– Que levas, ó negro jovem,
mesclado com teu sangue?
– Levo, senhor, a água
dos mares.
– Essas lágrimas salobres
de onde vêm, mãe?
– Choro, senhor, a água
dos mares.
– Coração, e esta amargura
séria, onde nasce?
– Amarga muito a água
dos mares!
O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.

Federico Garcia Lorca

8 comentários:

  1. Linda e falar do mar é maravilhoso sempre! bjs, chica e ótima semana!

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  2. Um belo poema de Lorca. Gostei de o ler aqui.
    Um beijo.

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  3. Belíssima poesia dfe Frederico G. Lorca escolheu para postar.
    Um abraço. Élys.

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  4. Oi Maria,
    Adoro o Lorca e não conhecia este poema. É lindo!
    Bjs

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  5. E tudo isso regado de lábios de céu...
    Belo.
    Agradeço pela sua gentil visita sempre presente pela casa.
    Abraços
    janicce.

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  6. Olá Maria, não conhecia esse poema, mas é lindo. Obrigada pela partilha. Beijos com carinho

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  7. Maravilhosa a forma como as palavras fluem de uma forma tão leve!
    Lindíssima escolha, Maria!
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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