quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pobre Velha Música! - Poema De Fernando Pessoa



Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.


Fernando Pessoa


12 comentários:

  1. Sempre escolhas lindas,Maria! beijos,tudo de bom,chica

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  2. "fui-o outrora agora" esse cara instigante escreveu mesmo coisas lindas. Parabéns.

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  3. Olá, maria. bom dia! Um belo poema, esse não conhecia. Adoro Fernando! Como adoro Quintana! Uma linda imagem! Obrigada sempre pela presença no meu cantinho e todo carinho. Ando ausente, más estarei visitando todos novamente! Alegrou meu dia!! Adorei. Bjosssssssssssss!

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  4. Belas escolhas e belíssimas imagens!
    Onde vai desencantar tanta beleza surrealista?
    Tenha um dia bem BOM!

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  5. Que linda escolha, amo ler Fernando Pessoa!
    Abraços minha amiga Maria!

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  6. O inconfundível Pessoa, que tanto prazer nos traz: ontem, hoje e sempre! Obrigada, Maria!
    Beijos,
    da Lúcia

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  7. Grande Fernando Pessoa, amiga. Lindo poema. Excelente escolha.

    Beijos e uma ótima tarde pra ti e para os teus.

    Furtado.

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  8. Boa tarde amiga Maria que poema lindo amo Fernando Pessoa parabens por sua escolha vim deixar um abraço desejando que dezembro traga a voce inumeras alegrias e boas surprezas bjs marlene

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  9. Poema da filosofia de Fernando Pessoa, Acho o genial poeta ao mesmo tempo filósofo.
    Beijinhos

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  10. Velha, não angústia
    Música velha agrada
    Lágrima não assusta
    Caída na terra molhada.

    Sua mui nobre poesia
    Nas cordas da guitarra ecoa
    Grande poeta, Fernando Pessoa.

    Boa tarde desejo para você
    amiga Maria, um beijo
    Eduardo.

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  11. Olá Maria,

    Belo poema,o Fernando Pessoa é genial e acompanha muito bem com a belíssima imagem escolhida...

    Este teu espaço é encantador!

    Beijinho.

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  12. Ao olhar atrás no tempo encontram-se momentos felizes... Raros os que se sentem aqui e agora enquanto tais...porque o instante não se pensa e pouco se sente...
    Reminiscências de infância como paraíso perdido...
    Beijo, Maria.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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