terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Vida que Vivemos




A vida que vivemos encerrou-se
na concha de coral duma lembrança.
Por muros altaneiros confinou-se,
volteia dentro deles em suave dança.

Liberta de sonhar, por tal fronteira,
condenada a um eterno redopio,
pusilânime e triste timoneira
balançando ao sabor do teu navio,

ó estranha expressão de movimento,
tão escrava de ti que não tens fim,
ó reduto fechado dum tormento

cujas mãos me maltratam só a mim,
deixa as aves lançarem no teu meio
essa sombra das asas por que anseio!

Isabel Gouveia
 
 


7 comentários:

  1. oi minha amiga,

    o mar e tudo que vem dele,
    é inspiração dos poetas,
    linda escolha...

    beijinhos

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  2. Olá Maria!
    Suas poesias são de uma grande escritora com sentimentos a flor da pele. Tem emoção, movimento e encantamento.
    Um bom dia para você
    Lua Singular

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  3. Bom dia querida, linda postagem. Passando para deixar um abraço e beijinhos carinhosos para ti.

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  4. Maria... 1000 beijinhos...
    Asas, anseio e VIDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Com amor e carinho

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  5. Amiga Maria

    Por teu intermédio, temosum belo poema de Isabel Gouveia. Quero agradecer o comentáro, no que se refere à minha pessoa, no FOLHAS DE OUTONO.
    Beijos de amizade

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  6. por vezes guardamos as lembranças nas conchas do pensamento .
    beijinhos

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  7. Nas conchas bonitas que se tem jóias preciosas...


    Leandro Ruiz

    www.bymeandthetime.blogspot.com

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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