sábado, 29 de setembro de 2012

Qual tem a borboleta por Costume - Luis Vaz Camões



Foto: (Desconheço autoria)



Qual tem a borboleta por costume,
Que, enlevada na luz da acesa vela,
Dando vai voltas mil, até que nela
Se queima agora, agore se consume,

Tal eu correndo vou ao vivo lume
Desses olhos gentis, Aónia bela;
E abraso-me por mais que com cautela
Livrar-me a parte racional presume.

Conheço o muito a que se atreve a vista,
O quanto se levanta o pensamento,
O como vou morrendo claramente;

Porém, não quer Amor que lhe resista,
Nem a minha alma o quer; que em tal tormento,
Qual em glória maior, está contente.
 

Luis Vaz Camões





13 comentários:

  1. LINDO CONTRASTE MARIA!!!

    TAL COMO O LINDO POEMA DE CAMÕES!!!

    1 BEIJO DA LÍDIA

    BOM FIM DE SEMANA!!!

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  2. Minha querida

    Um lindo poema para o fim de semana, do nosso Camões.

    Deixo um beijinho e desejo-te um bom fim de semana.
    Sonhadora

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  3. Correndo o risco de ser considerada hereje, Camões não é dos poetas que mais aprecio.
    Um abraço e bom fim de semana

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  4. Oi Maria, tenho fixação em borboletas e sou fã de Camões...
    Agradeço o post.
    Tenha um bom domingo.

    Abração
    Jan

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  5. Um poema esfuziante desse que é o ícone maior da literatura portuguesa.
    Um abraço amiga, um beijo em teu coração.

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  6. Olá, Maria. Um lindo texto de camões! Linda imagem. Desculpe a falta! Espero conciliar o trabalho para estar sempre presente. Passando para desejar um bom domingo com muita alegria e paz! Beijos.

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  7. Fico feliz em perceber que certas pessoas,
    como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.
    Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o
    melhor de todos os passageiros.
    Agradeço a Deus por você fazer parte da minha viagem,
    e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado,
    com certeza,o vagão é o mesmo.
    Com saudades desejo um feliz Domingo,
    beijos na sua alma carinhosamente,Evanir.
    A Viagem..

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  8. De folhas de Outono se coroa uma tonta
    Lancei pedras sobre as ondas furiosas
    Teimosamente arde neste peito uma raiva
    E vi muito lixo num covil de raposas

    As coisas que um poeta vê
    As coisas que que invadem uma alma demente
    Num silencio contaminador, estonteante
    Ouvi palavras de amargo presente

    Cheguei finalmente a uma certa praia
    Fiquei encoberto por uma mancha de gaivotas
    Na impressionante fachada da minha alma
    Fecham-se com estrondo todas as portas


    Doce beijo

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  9. Belíssimas as borboletas...todas diferentes, mas sempre uma mais bela que a outra; pena que muito curta seja a vida delas; podemos compará-la com a nossa...com a nossa vida curta, mas sempre bela se assim o quisermos. Não conhecia este poema do nosso Camões, mas gostei muito. Um beijinho, Maria e espero que tenhas uma boa semana
    Emília

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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