quarta-feira, 8 de maio de 2019

Amostra sem Valor - Poema de António Gedeão





Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.


António Gedeão


11 comentários:

  1. Sendo um pontinho minúsculo no imenso Universo, somos importantes na nossa individualidade.

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  2. Beautiful picture and poem. Greetings Caroline

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  3. Beautiful image! Have a peaceful evening :-)

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  4. António Gedeão é simples, mas profundo e belo, e é isso que eu admiro na sua poesia!
    Grata por relembrar o poeta, nesta sua publicação!
    Bjo!

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  5. Poeta António Gedeão,
    é desse poema o autor
    invencível imaginação
    tem razão sim senhor!

    Tenha uma boa noite amiga Maria. Um abraço.

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  6. That is a beautiful image, and I enjoyed the poem.
    Thank you.

    All the best Jan

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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