terça-feira, 11 de abril de 2017

Canção - Poema de Alexandre O'Neill






Que saia a última estrela
da avareza da noite
e a esperança venha arder venha arder em nosso peito

E saiam também os rios
da paciência da terra
É no mar que a aventura
tem as margens que merece

E saiam todos os sóis
que apodreceram no céu
dos que não quiseram ver
— mas que saiam de joelhos

E das mãos que saiam gestos
de pura transformação
Entre o real e o sonho
seremos nós a vertigem

Alexandre O’Neill

5 comentários:

  1. Bom dia, Maria!
    Um belo poema que nos faz apreciar tudo de melhor que ficou guardado ou escondido, sem uso. Seremos a vertigem!!!

    Abraços esmagadores e Feliz Páscoa!

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  2. Proteger os joelhos,
    por tudo vale a pena
    esse belíssimo poema
    o li sem fazer gestos!

    Tenha uma boa tarde amiga Maria, um abraço,
    Eduardo.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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