domingo, 24 de janeiro de 2016

Não te Fies do Tempo nem da Eternidade - Poema de Cecília Meireles


Não te fies do tempo nem da eternidade
que as nuvens me puxam pelos vestidos,
que os ventos me arrastam contra o meu desejo.
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
ó lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te digo...


Cecília Meireles, in 'Retrato Natural'


9 comentários:

  1. Lindo poema da nossa poetisa maior. Beijos, Maria.

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  2. Un nostálgico relato nunca sabemos cuando vamos a morir eso lo decide el destino,
    el amor verdadero siempre es eterno hasta el más allá, una bonita entrada, un placer volverte a leer.

    Un abrazo que tengas un feliz domingo.

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  3. Cecilia Meireles... toda poesia do mundo envolta em profunda melancolia!...
    Amo Cecilia Meireles desde criança... "essa menina tão pequenina quer ser bailarina"!...

    Bom domingo! Boa semana!
    Beijinhos.
    ❤ه° ·.

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  4. Soberbo poema. >Grande Poetisa! Boa escolha.

    Beijo e um excelente Domingo.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  5. Maria, obrigada por partilhar. Grande poetisa, Cecília Meireles. Impressionante esta temática da passagem do tempo, que voa. Tenha uma ótima semana!

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  6. Um post deslumbrante... como sempre, uma magnífica partilha, Maria!
    Beijinhos! Bom começo de semana!
    Ana

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  7. Lindo demais esse poema, bela escolha, a imagem é lindíssima, Adorei amiga Maria!
    Abraços apertados!

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  8. Poema encantador amei
    Vídeo novo: https://www.youtube.com/watch?v=apP6eHn5PlI
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/

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