quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Espírito que passas, quando o vento





Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo, triste e lento
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!


Antero  de Quental

13 comentários:

  1. Poesia linda, bem trazida e apresentada! bjs, chica

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  2. Excelente poema. Parabéns pela escolha

    Beijo e um excelente dia.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. Belíssimo poema Maria, passando pra desejar um lindo dia, beijos

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  4. Que delicia imaginar a doçura de um espírito bom a nos transmitir tamanha paz.
    Texto nobre e leve.
    Gostei!
    bjs
    Ritinha

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  5. Que poema maravilhoso!
    É tão bom ficar no deleite degustando estes soberbos versos. Amei ler!
    Beijos e sorrisos

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  6. Um grande poeta! Nele adivinhamos o sofrimento que o levaria
    a fim trágico.

    Bj
    Olinda

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  7. Bellas y mágicas palabras.

    Un saludo desde Salamanca.

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  8. Maria, que poema lindo!!
    Tenha uma noite abençoada.

    Bjs

    Tânia Camargo

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  9. Somente alguém como tu tem a sensibilidade de escolhas tão belas!

    Minha querida desculpa a minha ausência, mas a recuperação é muito lenta e dificil.

    Um beijinho

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  10. Uma belíssima poesia Maria!Adorei!!
    Beijos
    Amara

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  11. Um poema maravilhoso de Antero!... Uma vez mais com um suporte de imagem, admirável!
    Receita perfeita, para um post adorável... mais um!
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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