quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Até Amanhã





Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.

É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.

Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.


Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"



8 comentários:

  1. Matando as saudades, mas ainda ausente, desejo um feliz 2016, com tudo de bom! bjs, chica

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  2. Bom dia
    Muito bonito este poema!Parabéns pela escolha.

    Um beijinhos e um excelente ano de 2016.
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. belo poema do Eugénio de Andrade, aproveito para desejar um Bom Ano Novo.

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  4. Mais um maravilhoso poema deste grande escritor!
    Deixo os meus desejos de um Feliz 2016!

    Rui

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  5. Olá Maria
    Este poema do Eugénio de Andrade é lindo, como alás são todos os que ele escreveu.
    Um beijinho grande e que 2016 te traga tudo o que de melhor houver..:-))
    Teresa

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  6. A melhor saída é seguir em frente com motivação.
    Feliz Ano Novo
    AG

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  7. Maria mais uma bela escolha!
    Bj e um excelente 2016

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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