quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cleópatra – A mais famosa Rainha do Egipto

Cleópatra VII Thea Filopator nasceu em 69 a.C., na cidade de Alexandria, cidade situada no Delta do Nilo e foi a última faraó e rainha da dinastia de Ptolomeu.


Embora fosse egípcia por nascimento, pertencia a uma dinastia macedónica que se estabelecera no Egipto em 305 a.C., quando o general macedónio Ptolomeu tomou o título de rei.


Era filha de Ptolomeu XII apelidado Auletes (tocador de flauta) e diz-se de Cleopatra VI Trifena. O nome Cleópatra significa "glória do pai", Thea significa "deusa" e Filopator "amada por seu pai".

É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egipto, tendo ficado conhecida somente como Cleópatra. Nunca foi a detentora única do poder na sua terra natal - de facto co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de facto.



Segundo Plutarco, Cleópatra Falava fluentemente egípcio, árabe, persa, aramaico, etíope, somali, além de suas línguas maternas. A sua primorosa educação, proporcionou-lhe a bagagem intelectual para, que pudesse manipular personagens importantes da sua época com o único objectivo de manter o Egipto como um estado independente.

Não era considerada bonita, ela devia o domínio que exercia sobre os homens que se aproximaram dela à inteligência brilhante, sedutora, feita de mil facetas, viva, fulgurante, capaz de cegar.


Em 58 a.C. o pai de Cleópatra Ptolomeu XII , foi obrigado a abandonar Alexandria, devido à sua má política interna e externa, que fez com que perdesse a ilha de Chipre, tradicionalmente egípcia, motivando revolta entre os seus súbditos. O poder ficou nas mãos da sua filha Berenice IV, que foi eleita a nova soberana. Dois anos mais tarde com a força das armas e a ajuda do governo romano da Síria conseguiu recuperar o trono, mas como Berenice reagiu e não quis devolver-lhe o poder, mandou executá-la.


Quando o faraó morreu em 51 a.C., tinha quatro filhos legítimos ainda muito jovens, dois rapazes ambos chamados Ptolomeu, e duas meninas Arsinoé de 14 anos e Cleópatra. Antes de falecer, Ptolomeu o ultimo grande faraó da era ptolomáica, nomeou os seus filhos, Cleópatra a mais velha e Ptolomeu XIII, como novos soberanos do Egipto. Cleópatra subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade. Seguindo o costume da sua dinastia, Cleópatra casou com o irmão que teria cerca de quinze anos de idade.

Gostava de luxo e costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas ( diamantes, esmeraldas, safiras e rubis ), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.


Os monarcas estavam rodeados por homens da corte que ambicionavam o poder e que exerciam um forte domínio sobre o irmão de Cleópatra, sendo de referir Teódoto, preceptor de Ptolemeu XIII, o eunuco Potino e o oficial do exército Aquilas. Estes cedo se aperceberam que Cleópatra queria governar sozinha, assim os conselheiros colocaram o povo de Alexandria contra Cleópatra, que foi obrigada a fugir para o sul do Egipto e depois para a Síria.

A rainha não se dá por vencida e consegue juntar um pequeno exército de mercenários, tendo regressado ao Egipto para lutar contra o irmão que era controlado por Aquilas, um egípcio chefe do exército real.


Entretanto a situação internacional altera-se quando a 9 de Agosto de 48 a.C. Pompeu é vencido por César na Batalha de Farsália, na Tessália. Após a derrota procura refúgio em Alexandria, tendo Ptolomeu XIII declarado que aceitava recebê-lo. Contudo, o verdadeiro plano do rei consistiu em ordenar a morte de Pompeu, julgando que desta forma agradaria a César. No entanto, esta atitude não agradou a César que acabou por tomar Alexandria.

O objectivo de César era mediar a questão entre Cleópatra e o seu irmão, em benefício de Roma. Assim Cleópatra e Ptolomeu, ela na fronteira do deserto e ele em Pelusa, receberam o convite de César para se apresentar diante dele.

Afastada do palácio real, Cleópatra compreendeu que era preciso rapidamente conseguir o apoio de César. Sedutora e extremamente inteligente, sabia muito bem como utilizar o poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria, embrulhada dentro de um tapete, como presente a Júlio César. Após desenrolar-se do tapete, o seu argumento foi tão ousado quanto o seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e por isso queria conhece-lo. Não demorou a conquistar o conquistador e tornou-se, assim, sua amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país.


Numa tentativa de solucionar a crise César procurou que o testamento de Ptolemeu XII fosse respeitado e confirmou Cleópatra e Ptolemeu XIII como co-regentes do Egipto. Para além disso, propôs que os irmãos mais novos de Cleópatra, Arsínoe e Ptolemeu XIV, deixassem o Egipto e se tornassem soberanos de Chipre.

Contudo, Arsínoe era ambiciosa e conseguiu que o exército a declarasse rainha do Egipto. Arsínoe mandou matar o oficial Aquilas que começava a fazer-lhe oposição e em breve o seu irmão Ptolemeu XIII juntou-se à sua causa. Em 47 a.C. o exército egípcio seria derrotado por César. Arsínoe foi feita prisioneira e Ptolemeu XIII morreu. Cleópatra casa com o seu irmão mais novo Ptolemeu XIV que só tinha 6 anos.

Em Junho de 47 a.C. Cleópatra deu à luz Ptolomeu XV César, conhecido como "Pequeno César" (Cesário).

Em 46 a.C., a convite de César, Cleópatra instala-se em Roma, com o filho e Ptolomeu XIV, onde é recebida como uma rainha por César, mas para o povo romano ela não era mais do que sua amante. César, nunca se importou com o povo, que não gostava da egípcia e construiu em sua honra uma estátua de ouro no templo de Vénus. Porém, o descontentamento era tal, que em 15 de Março de 44 a.C., Júlio César foi assassinado durante uma reunião do Senado romano.


Com a morte de César, Cleópatra compreendeu que a sua vida e do seu filho corriam perigo e voltou para o Egipto. De volta a Alexandria, o seu marido Ptolomeu XIV morre em circunstâncias misteriosas e ela elevou ao poder Cesário, então com 3 anos de idade.

O país mais rico do mundo estava em declínio económico e político. Mas Cleópatra utilizou de toda a sua habilidade administrativa para melhorar a situação explorando as estradas de comércio e a rota das caravanas.

Em Roma após as lutas sucessórias, dois generais assumiram o poder político do Império: Octávio e Marco António. O primeiro ficou em Roma junto ao Senado, enquanto que o segundo de temperamento mais romanesco do que seu parceiro de poder, ficou no Oriente. Foi Marco António quem solicitou um encontro com Cleópatra em Tarsus. Cleópatra aceitou o encontro, porém, de acordo com a sua própria conveniência.

A rainha sabia que não poderia manter a unidade de seu reino contra a invasão dos romanos e que seria necessária uma outra aliança para que não fosse atacada. Decidiu então conquistar Marco António, membro do Triunvirato que governava a República Romana. Contam que para conquistá-lo, preparou uma grande festa em sua honra, onde não faltaram presentes, belas mulheres e onde se utilizou de todos os seus encantos para seduzi-lo.


Marco António não pode resistir a Cleópatra e durante um ano viveram em festa permanente. A rainha ficou grávida de gémeos, mas o romano não pode vê-los nascer, pois no começo do ano 40 a.C., teve que retornar à Roma, pois Fúlvia, sua esposa, participava de uma conspiração contra Octávio. No final do ano a sua esposa morreu e firmou um acordo de paz com Octávio e em sinal de amizade, casou-se com a irmã deste, Otávia.
Cleópatra seguiu reinando o Egipto. Quatro anos depois Marco António regressou e tiveram o seu terceiro filho, Ptolomeu Filadelfo. Durante algum tempo, Marco António não obteve êxito nas suas conquistas, perdendo muitos soldados e terras, até que finalmente invadiu a Arménia e regressou triunfante à Alexandria.


Cleópatra foi coroada "Rainha dos reis" e todos seus filhos receberam títulos reais.
Marco António e Cleópatra eram fortes aliados e tinham grandes ambições. Recuperaram alguns territórios que a família da rainha havia controlado no passado. Porém Octávio sabendo da ambição de ambos, informou ao Senado romano que Marco António era um traidor. Também tinha considerado o divórcio de Marco António com sua irmã uma ofensa.

No final de 32 a.C., Octávio declarou guerra à Cleópatra e ao Egipto. Marco António actuou na guerra como aliado de Cleópatra contra Roma.

Em 31 a.C foram derrotados na famosa batalha de Áccio e em 30 a.C ambos cometeram suicídio.
Os dois filhos gémeos de Cleópatra perderam-se na história. Octávio matou Cesário, impedindo definitivamente qualquer hipótese de prosperidade política para o filho da rainha. Alexandria deixou de ser um lugar dedicado ao saber, passando a ser uma mera província subordinada aos representantes do poder romano.

Mas Cleópatra a última rainha do Egipto, nunca foi esquecida. Foi uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto.

Fontes: Historianet; Wikipédia; Enciclopédia Larousse; HistóriaUniversal; outros


“Todos os homens morrem, mas nem todos vivem.” (William Wallace)

7 comentários:

  1. A história vai-se repetindo.
    Os vencidos serão os vencedores.
    Os poderosos vivem dias de grande humilhação, mas os "espertos" vão governando os pobres e explorados, extorquindo-os da própria vida.

    Textos de história que foi bom recordar

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  2. Maria amiga, muito legal você mostrar mais detalhes sobre Cleópatra, uma mulher forte, poderosa, mas também com suas desventuras.
    Tenhas um lindo dia!
    Beijos
    Valéria

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  3. Interessante a história de Cleópatra...
    Gostei...
    Bjs
    Mila

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  4. Olá querida
    É uma bela história, tão forte que permanece até os dias de hoje.
    Com muito carinho BJS.

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  5. Depois de tantos homens estava na altura de falares do sexo forte, as mulheres :P

    DI

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