terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer

Hoje Dia 21 de Setembro é o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer. É uma doença terrível para quem a tem, mas também, para os familiares que acompanham esses doentes. Infelizmente o meu pai tem a doença com Alzheirmer, como já outras vezes aqui referi. Faz doer o coração pensar como ele era e como ele está, e ver todo o desgaste fisíco e psicológico que a minha mãe tem para poder acompanhá-lo, 24 horas por dia.


Deixo aqui mais algumas informações sobre a doença
A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).
Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades da vida diária.

Os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer incluem perda de memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio e pensamento. Estes sintomas agravam-se à medida que as células cerebrais vão morrendo e a comunicação entre estas fica alterada.

Causas:

Foram identificados alguns factores de risco que elevam a possibilidade de vir a sofrer-se da doença, tais como:

- Tensão arterial alta, colesterol e homocisteína elevada;
- Baixos níveis de estímulo intelectual, actividade social e exercício físico;
- Obesidade e diabetes;
- Graves ou repetidas lesões cerebrais.

Cerca de 1 em cada 20 pessoas acima dos 65 anos e 1 em cada 5 pessoas acima dos 80 anos sofrem de demência, sendo a Doença de Alzheimer responsável por cerca de metade destes casos.

A idade continua a constituir o maior factor de risco para a Doença de Alzheimer, muito embora não seja causadora da doença.

A Doença de Alzheimer é hereditária?
Não existe um gene específico responsável por todos os casos da doença de Alzheimer.
Todos podemos, a determinado momento, desenvolver a doença.
Num muito reduzido número de famílias, a doença de Alzheimer é causada por um problema genético e hereditário, conhecido como a doença de Alzheimer familiar.
Neste tipo de famílias, a doença desenvolve-se, normalmente, entre os 35 e os 60 anos.

Diagnóstico
Os sintomas da doença de Alzheimer são frequentemente confundidos com sinais normais de envelhecimento.
Não existe um único teste capaz de, por si só, diagnosticar definitivamente a Doença de Alzheimer. O diagnóstico deve ser realizado pelo médico especialista (Neurologista ou Psiquiatra), através dum processo de exclusão de outras causas que possam ser responsáveis pelos sinais e sintomas apresentados.
O diagnóstico precoce possibilita à pessoa com demência e aos seus familiares, organizarem e planearem a sua vida e tomarem parte nas decisões que respeitam ao seu futuro.
Possibilita igualmente, uma intervenção farmacológica e não-farmacológica mais eficaz no alívio dos sintomas e na preservação das capacidades, com ganhos efectivos na sua qualidade de vida.


Sinais de Alerta
No começo, são os pequenos esquecimentos, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente.

As pessoas com doença de Alzheimer tornam-se confusas e por vezes agressivas, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmas quando colocadas frente a um espelho. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros. Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano como alimentação, higiene, vestuário, etc..

Para ajudar a determinar quais os sinais de aviso a procurar, a Associação de Alzheimer elaborou a seguinte lista de controlo dos sintomas comuns da doença (alguns deles podem ser aplicados a outras formas de demência).

• Perda de memória
É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde. Uma pessoa com a Doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.

• Dificuldade em executar as tarefas domésticas
As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembrarem de as servir no final da refeição. A pessoa com doença de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição, ou esquecer-se de que já comeu.

• Problemas de linguagem
Toda a gente tem por vezes dificuldade em encontrar a palavra certa. Porém, uma pessoa com doença de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.

• Perda da noção do tempo e desorientação
É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos. Porém, uma pessoa com a Doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.

Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos. Uma pessoa com doença de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático, e não ir mesmo ao médico, ou então vestir-se desadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.

• Problemas relacionados com o pensamento abstracto
Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos, mas alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas a pessoa com doença de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.

• Trocar o lugar das coisas
Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves. Uma pessoa com doença de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.

•Alterações de humor ou comportamento
Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando. Alguém com a Doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.

• Alterações na personalidade
A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade. Porém, uma pessoa com doença de Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.

• Perda de iniciativa
É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia a dia, ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa. Uma pessoa com doença de Alzheimer pode tornar-se muito passiva, e necessitar de estímulos e incitamento para participar.

Para saber mais sobre esta doença, consulte o site da Associação de Alzheimer  http://www.alzheimerportugal.org/  , (Fonte destas informações).


7 comentários:

  1. Sei bem como esta doença é devastadora, para a pessoa e principalmente para os familiares mais próximos.
    O meu sogro faleceu à dois anos vítima desta patologia:
    Sofremos com ele e por ele, e ainda agora ao recordá-lo fico emocionada.
    Tem sempre aqui assuntos de interesse, parabéns!


    beijinhos

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  2. Querida amiga, temos uma pessoa com essa doença também, não sei para quem é mais triste se para a pessoa que a tem ou a família que está em volta. Perdem-se no tempo, vagam por caminhos que desconhecemos, temos que aproveitar os pequenos momentos de realidade que lhe vem a mente. Beijocas

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  3. Que doença triste essa hein, que Deus nos livre.

    Obrigada por ter compartilhado comigo a homenagem que fiz ontem para meu filho.

    beijooo.

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  4. Ainda hoje li sobre esta doença...é simplesmente devastadora! A curto prazo...não se vislumbra ainda cura para ela. É um sofrimento para todos...Que Deus proteja a todos, os que sofrem e os cuidam!
    beijo
    Graça

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  5. Maria querida, muito boa a materia sobre o mal de Alzheimer, ajudando a conhecer os sintómas, a minha mãe, padecia do mal e agora a mãe da minha nora tambem, é um sofrimento enorme para aqueles que estão ao lado ver uma pessõa amada perder a identidade, é preciso muito amor para darmos os devidos cuidados a esses entes queridos. mais Deus não nos falta, dando-nos a coragem necessária. UM abraço carinhoso Celina.

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  6. É amiga, esse mal é de grande tristeza...
    E você abordou um tema oportuno, pelo fato
    de que há muitas pessoas desinformadas
    sobre essa doença... E seu texto ficou
    bastante esclarecedor! Parabéns!!!
    Uma linda noite pra ti... Bjsss

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  7. Maria eu estou com um amigo de apenas 63 anos com o mal, porém já está internado desde os 58 e o seu estágio é muito avançado. Eu fui visitá-lo recentemente e chorei feito um menino. A gente tem uma amizade tão bonita e profunda, trbalhamos juntos por quase vinte anos, morávamos no mesmo bairro. Vi os filhos dele crescerem e se formarem. É muito triste. Obrigado por estas preciosas dicas. Abraços. Paz e bem.

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