quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Centro Histórico do Porto - Património da Humanidade

O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar: o Centro histórico do Porto, classificado como “Património da Humanidade” em 1996.

Foto: http://www.1zoom.net

O Centro Histórico situa-se entre as colinas da Sé e a da Vitória, e os vales do Rio da Vila e o das Virtudes. Corresponde ao tecido urbano marcado pelas origens medievais da cidade e caracteriza-se por um grande conjunto de ruas típicas às quais se juntam edifícios do Renascimento e do Barroco e mais recentemente a construção de praças.

Foto: wikipedia_www.1zoom.net

A envolver a área classificada foi ainda definida uma área de protecção que inclui:
A Avenida dos Aliados, em que muitos dos seus edifícios são em granito e coroados de lanternins, cúpulas e coruchéus e quarteirões envolventes até às Praças da Trindade, de D. João I, D. Filipa de Lencastre, Gomes Teixeira e Carlos Alberto, o Jardim do Carregal , construido em 1897, pelo jardineiro paisagista Jerónimo Monteiro da Costa.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O Hospital de Santo António; a zona da Alfândega Nova e o vale das Virtudes; as encostas das Fontainhas e dos Guindais; uma faixa a nascente da antiga linha da muralha medieval nas imediações da Praça da Batalha...


Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

e toda a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, onde se encontram as caves de Vinho do Porto.


* Foto: Net

De entre os monumentos integrados na área classificada como Património Cultural da Humanidade, encontram-se:

A Igreja dos Clérigos é um edifício barroco projectado pelo arquitecto Nasoni. A história da Igreja dos Clérigos, remonta à Irmandade dos Clérigos, que se havia instituído no Porto. A Irmandade resultou da fusão de três instituições de beneficência criadas na cidade durante o século XVII, com a finalidade de socorrer clérigos em dificuldades. Eram elas a Confraria dos Clérigos Pobres de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada em 1630; a Irmandade de S. Filipe de Nery, fundada em 1665; e por último, a Confraria dos Clérigos de S. Pedro. A primeira pedra da igreja é lançada no dia 23 de Junho de 1732, justamente na presença do arquitecto Nicolau Nasoni, tocando todos os sinos dos diferentes templos da cidade ao mesmo tempo para comemorar esse facto. A 28 de Julho de 1748, mesmo sem que o edifício estivesse totalmente terminado, a igreja seria aberta ao culto. Só dois anos depois é que a fachada principal estaria pronta. A escadaria que antecede a igreja foi principiada em 1750 e as suas obras demorariam cerca de 4 anos.

Foto: wikipedia_Lacobrigo

A Torre Clérigos um dos ex libris da cidade, faz parte da igreja com o mesmo nome, construída entre 1754 e 1763, a partir de um projecto de Nicolau Nasoni. Foi mandada erigir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. Foi iniciada em 1754, tendo em conta o aproveito do terreno que sobrara para a instalação da enfermaria dos Clérigos. A torre é decorada segundo o gosto barroco, com esculturas de santos, fogaréus, cornijas bem acentuadas e balaustradas. Tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 225 degraus.

Foto: Wikipedia_João Miranda

Muralhas Fernandinas é o nome pela qual ficou conhecida a cintura medieval de muralhas do Porto, da qual somente pequenas partes sobreviveram até aos nossos dias. Em meados desse século, ainda no tempo de D. Afonso IV, começou a ser construída uma nova cintura de muralhas que ficou praticamente concluída por volta de 1370.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O facto da obra só ter sido concluída no reinado de D. Fernando, explica o facto dela ser correntemente designada por "Muralha Fernandina". Passada a sua importância militar, as muralhas começaram a ser progressivamente demolidas a partir da segunda metade do século XVIII para dar lugar a novos arruamentos, praças e edifícios. A maioria da muralha foi demolida já em finais do século XIX.


* Foto: Net
A Igreja da Misericórdia do Porto A igreja foi edificada na segunda metade do século XVI, mas sofreu grandes alterações em meados do século XVIII. A frontaria foi então reconstruída segundo desenho de Nicolau Nasoni. Profusamente decorada, denota já a influência do rocócó. No interior, salienta-se a capela-mor, ainda do primitivo edifício quinhentista. Pode também apreciar-se, na sacristia, o revestimento a azulejo do século XVII.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

 A Igreja de Santa Clara é um templo católico localizado na freguesia da Sé. No seu interior encontra um dos melhores exemplares da arte da talha dourada do Barroco Joanino. A construção da Igreja e Convento feminino de Santa Clara data da primeira metade do século XV. Na época moderna sofreu alterações, sendo construído o portal renascentista. Já no século XVIII, a fachada foi novamente alterada. O seu interior foi revestido a talha dourada na mesma época, e é considerado um dos melhores trabalhos dos entalhadores da escola portuense.

* Foto: Net
Catedral (Sé) da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico, é um dos seus principais e mais antigos monumentos. Construída no séc. XII, em estilo românico, foi sofrendo alterações ao longo do tempo, especialmente no período gótico e no séc. XVIII. As maiores obras de transformação, foram efectuadas no período de 1717 a 1736. O seu interior está inteiramente forrado a talha dourada, uma dádiva da época barroca, responsável também pelo coroamento das torres, uma das característica mais conhecidas deste edifício.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O Palácio da Bolsa, ou Palácio da Associação Comercial do Porto, iniciou-se em 1842, em virtude do encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, o que obrigou temporariamente os comerciantes portuenses a discutirem os seus negócios na Rua dos Ingleses, em pleno ar livre. O seu projecto é da autoria do arquitecto Joaquim da Costa Lima. Com uma mistura de estilos arquitectónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitectura toscana, assim como o neopaladiano inglês.

Foto: wikipedia_Zelwy 

O Monumento a D. Pedro IV situa-se na Praça da Liberdade, É uma estátua equestre da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels. A primeira pedra foi posta em 9 de Julho de 1862. Foi inaugurado em 19 de Outubro de 1866. Tem 10 metros de altura e cinco toneladas de bronze. A estátua de bronze apresenta D. Pedro IV vestido com a farda de caçadores 5 e sobre ela uma placa (espécie de sobrecasaca) que era o seu traje habitual; na mão direita segura a Carta Constitucional de 1826 e na esquerda as rédeas do cavalo.

Foto: wikipedia_JoseOlgon

Estação de São Bento é um edifício construído no início do século XX, no local onde existia o Convento de São Bento de Avé-Maria, edificado no período manuelino. O projecto da estação é da autoria do arquitecto Marques da Silva. O amplo vestíbulo da gare foi totalmente revestido com excelentes painéis de azulejo do pintor Jorge Colaço, colocados em 1916. Ilustram a história dos transportes, aspectos etnográficos e acontecimentos célebres da história portuguesa.

Foto: wikipedia_JoseOlgon

A Praça da Ribeira é um largo histórico, localizado numa das zonas mais antigas e típicas da cidade do Porto. Considerada uma das mais antigas praças da cidade, a Praça e o Cais da Ribeira já eram mencionados em cartas régias de 1389. A Praça tem origem num antigo mercado medieval. Foi transformada no século XVIII, por iniciativa de João de Almada e Melo e com o apoio do cônsul inglês John Whitehead. Em 1821, foi demolido o pano da muralha fernandina que limitava a praça a Sul. Na década de 1980 foram feitas intervenções arqueológicas no local pondo a descoberto, no centro da praça, um chafariz do século XVII. A 24 de Junho de 2000 foi inaugurada, no nicho da Fonte da Praça da Ribeira, uma estátua de São João Baptista, da autoria do escultor João Cutileiro. A Praça da Ribeira é um lugar de visita indispensável a quem passa pela cidade, dispondo de muitos espaços de animação nocturna.

Foto: www.bestguide.pt

A Ponte Luís I é uma ponte construída com estrutura metálica, entre os anos 1880 e 1887, ligando as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia (margem norte e sul respectivamente) separadas pelo rio Douro, em Portugal. Esta construção veio substituir a antiga ponte pênsil que existia no mesmo local, e, foi realizada mediante o projecto do Engenheiro belga Teófilo Seyrig, também autor da Ponte Dona Maria. A ponte foi inaugurada em 1887.

Foto: wikipedia_Małgorzata Kaczor

O Chafariz da Rua escura, foi construído no século XVII na Rua Escura, foi transferido em 1940 para o local onde actualmente se encontra. É composto por um tanque e um pano de fundo em que sobressai um pelicano ladeado por duas figuras femininas. O conjunto é encimado pelas armas reais portuguesas.

Foto: wikipedia_Marcia Breia

O Teatro Nacional São João localiza-se na Praça da Batalha, no centro histórico. O edifício primitivo foi construído no fim do século XVIII, por iniciativa de Francisco de Almada e Mendonça e segundo risco do arquitecto italiano Vicente Mazoneschi. Ardeu em 1908, sendo reconstruído três anos mais tarde. O novo teatro foi projectado pelo arquitecto Marques da Silva, introduzindo alguns aspectos inovadores na arquitectura portuense. Pela primeira vez, foi usado o cimento na sua cor natural, no revestimento exterior.

Foto: wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


Fontes e Fotos : http://pt.wikipedia.org/; http://www.igespar.pt/; http://www.portoturismo.pt/;http://olhares.aeiou.pt/; www.bestguide.pt ; Várias net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.


O Centro Histórico do Porto encerra uma riqueza monumental e paisagística incrível.

Foto: wikipedia_Alegna13

"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." (Albert Camus)

9 comentários:

  1. Não deixe ser
    Noite em setembro
    Brilhe os sonhos
    - aqueles nossos –
    Ao menos até dezembro

    Ruth Maria Perrella

    Bom dia.....Beijos Meus! M@ria

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  2. Belíssimas imagens do Porto acompanhadas por uma descrição muito útil , principalmente para quem não conhece, ou conhece mal o Porto e a sua história

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  3. Minha querida mais uma entre tantas postagens lindas, a mostrar o nosso lindo Portugal. Tão amado por uns, e tão mal-tratado e explorado por outros.
    Que Deus nos ajude a preservar tanta beleza e tanta cultura, que será uma das melhores do mundo.
    A mais bela história sem dúvida que é de tantos heróis e tantas conquistas.
    Beijinhos de luz e muita paz

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  4. *
    gosto do Porto
    embora acho a Cidade fria
    sem calor humano !
    ,
    lindas fotos,
    ,
    conchinhas,
    ,
    *

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  5. Minha Querida
    Como sabes eu nasci no outro lado do tempo e do espaço! Mas o Porto, é a minha cidade "adoptiva" e é linda! Gostei do percuro que fizeste, partindo do Centro Histórico do Porto até outros marcos da História que, na Invicta, são vastissimos.Quando cheguei de Moçambique, achei a cidade um pouco cinzenta mas houve algo que sempre me cativou: as suas gentes, abertas francas e amigas muito mais que em Lisboa.
    Mas o Porto, humanizou-se, coloriu-se e hoje, é cidade cosmopolita. Tenho orgulho nesta minha segunda cidade.
    Obrigada pelo teu post
    Beijinhos
    Graça

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  6. Amei ver todo esse Portugal, mas bateu-me uma grande vontade de ver Coimbra, a Coimbra que a tanto tempo conheci.
    bjs.
    Léah

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  7. Bom dia e obrigado por mais esta lição de história
    Um bom programa para os que mal conhecem o Porto como é o meu caso.

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  8. Olá
    Que visita mais completa da Nobre e Invicta cidade,é de fazer inveja a alguns guias turisticos que não mostram nem descrevem tão bem como esta postagem.
    O Porto é a minha segunda cidade aonde eu trabalhei anos da minha vida,porque a primeira a do berço é Vila Nova de Gaia,que também tem muitos encantos e cada vez está mais moderna e acolhedora de gentes de todo o mundo
    Beijinhos
    Savi

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  9. Bela descrição e belas fotografias do Porto.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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