segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Eterna Chuva - Poema de Jansen Filho




Chove lá fora e a chuva apaga a poeira
Da minha estrada que não tem mais fim!
Seria bom que pela vida inteira
Essa chuva caísse sobre mim!

Sinto que a minha estrada sem palmeira,
Deserta, vasta e prolongada assim,
Impulsiona a minha alma sem canseira,
Para o mundo esquisito do senfim!

E eu marcho resoluto para a frente!
Cai-me a chuva nos ombros, de repente
Eu mais apresso a minha caminhada!

E assim prossigo nesse sonho eterno,
Sob a sentença de um constante inverno,
Sem promessas de sol na minha estrada!

Jansen Filho
In: Obras Completas


8 comentários:

  1. Hoje está a dar tréguas.
    Ontem ensopou-me todo.
    Bjs

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  2. OLá, Maria, não conheço o poeta, mas achei lindo! Gostei muito.
    Fui no teu blog de artes, magnífica postagem, não achei os comentários.
    Um beijo, querida amiga, uma boa semana.

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  3. Um poema muito bonito. Muito obrigada pela escolha! :)
    -
    O medo que espreita ...
    -
    Beijos, e um excelente dia! :)

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  4. Un poema muy bello dedicado a la lluvia.

    Saludos.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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