quinta-feira, 12 de maio de 2016

Asas - Poema de Fernanda de Castro




Eu tenho asas!
Piso o chão como pisa toda a gente
mas tenho asas
de impalpável tecido transparente,
feitas de pó de estrelas e de flores.
Asas que ninguém vê, que ninguém sente,
asas de todas as cores.
Pequenas asas brancas que me afastam
das coisas triviais
e as tornam leves, fluídas, irreais
- polén, nuvem, luar, constelações,
irisados cristais.
Asa branca minha alma a palpitar,
bater de asas o doce ciciar
de pálpebras e cílios.
Ó minhas asas brancas de cetim!
Revoadas de pássaros meus sonhos,
Meus desejos sem fim!


Fernanda de Castro


9 comentários:

  1. Lindo um belo poema.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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  2. Fantástico poema! Obrigada pela escolha.

    Beijos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. Um poema lindo,para iniciar o dia.
    Adorei Maria Rodrigues.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  4. As palavras da Fernanda nos envolvem com uma aura de ternura em palavras doces e agradáveis de ler
    Um ótimo dia, Maria!
    Beijos

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  5. Simplesmente lindíssimo!!!
    Obrigada por estas palavras!
    anacosta

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  6. Gostei muito e não conhecia!

    Beijinho Maria.

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  7. Boa noite Maria,
    Um poema magnifico! Não conheço a autora, mas vou tentar ler mais alguns poemas dela.
    Muito obrigada por partilhar.
    Beijinhos,
    Ailime

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  8. Mais uma magnifica escolha...
    Pura delícia... deixarmo-nos ir nas asas deste belo poema... para ler e reler...
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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