terça-feira, 19 de agosto de 2014

As Fontes - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen


Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser


Sophia de Mello Breyner Andresen 




5 comentários:

  1. Gosto imenso da obra desta escritora (já do filho...).

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  2. Maria Rodrigues

    Ler um poema de Sophia de Mello Bryner Andersen, sempre nos acrescenta, literariamente, alguma coisa.
    Beijinhos

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  3. Amiga Maria!
    Maravilhoso poema!
    Beijos.

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  4. Lindo poema, como sempre ótima sua escolha.
    beijinhos,
    Léah

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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