quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Eu Cantarei um Dia da Tristeza - Poema de Marquesa de Alorna




Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.


Marquesa de Alorna




8 comentários:

  1. Um belo poema da Marquesa de Alorna também conhecida por Alcipe.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.
    Andarilhar

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  2. Maravilhoso. Lindo como sempre. Boa escolha

    Beijo e um excelente dia.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. Há tanto tempo que não lia nada dela e GOSTEI!!! bj

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  4. Oi Maria. Que poema lindo!
    Mais uma bela escolha amiga!
    Bjssss

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  5. Um lindo poema...tanto tempo se passou e a Marquesa de Alorna continua tão atual!!!!Fantástico!
    Doce abraço, Marie

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  6. Belo soneto Maria. Adoro sonetos, acho que por não saber cria-los maior o encanto que sinto por eles. Escrevo poemas, mas sonetos não arrisco fazê-los.
    Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma boa noite.

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  7. María, es un exquisito soneto para deleite de los sentidos. Felicidades a la autora.

    Besiños, reina.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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