quarta-feira, 2 de abril de 2014

Soneto do Anjo - Poema de Álvares de Azevedo



Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!


Álvares de Azevedo


4 comentários:

  1. Olá Maria: tenho sempre que postar correndo e comentar correndo ainda mais, a prestadora de serviço de Internet daqui do meu bairro está deixando a desejar e fico sem sinal...Mas o importante são todas as belezas que você nos propicia, assim como este lindo poema.
    beijinhos,
    Léah

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  2. Querida Maria: segunda tentativa, pois a Internet saiu do ar e voltou , amei o poema.
    beijinhos,
    Léah

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  3. Gostei do que li e não conhecia o autor!!! Bj

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  4. Poema com muita musicalidade, muito ritmo.
    Beijinhos.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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