domingo, 25 de abril de 2010

Comemoração da Revolução de 25 de Abril - a Revolução dos Cravos

Hoje comemoram-se os 36 anos da Revolução de 25 de Abril, lembro-me bem desse dia, pouco depois de ter chegado à escola os professores vieram avisar todos os alunos que devíamos voltar imediatamente para casa, pois tinha havido uma revolução. Grande novidade e excitação, primeiro porque não íamos ter aulas, o que nos deixou muitíssimo satisfeitos e segundo porque mesmo sem compreendermos bem o significado do que tinha acontecido, percebemos que era algo muito importante.



Nesse dia 25 de Abril de 1974, Portugal terminava definitivamente com quase meio século de opressão e medo, decretava-se o fim da ditadura do Estado Novo. Um golpe de estado militar derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. Os militares responsáveis por esta revolução, na sua maioria capitães, tinham-se unido no chamado "Movimento das Forças Armadas" (MFA), e na madrugada desse dia ocuparam os principais pontos estratégicos da capital. De tarde, o presidente do Conselho, Marcelo Caetano, rendia-se no Quartel do Carmo, cercado pelos carros de combate do capitão Salgueiro Maia.

Este golpe desencadeado pelos militares teve de tal maneira o apoio da população, que os comandantes da operação não puderam conter a euforia que invadiu as ruas de Lisboa. As pessoas tomavam as praças, ofereciam apoio e alimentos aos revoltosos, e festejavam a perspectiva de liberdade, empunhando cravos ao invés de armas. Era a "Revolução dos Cravos".




Foi uma Revolução especial onde os cravos foram o símbolo e a música o código para uma nova era, chegava finalmente a liberdade.

4 comentários:

  1. Estive no meio de Revolução. Pouco antes
    de metralhar o Carmo, eu estive dentro do
    quartel, que já estava abandonado com
    fardas e armas abandonadas...
    Nunca esquecerei.
    Beijo

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  2. Maria.Como diz Sophia!

    "Esta é a madrugada que eu esperava
    O dia inicial inteiro e limpo
    Onde emergimos da noite e do silêncio
    E livres habitamos a substância do tempo"

    Por tudo viva Abril sempre.
    Beijinho Lisa

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  3. A partir daquele dia
    acabou a ditadura
    vivemos em democracia
    sem estar ainda madura

    um beijo,
    José.

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