13/04/2022

19 O Mar do Crepúsculo - Poema de Emily Dickinson




Eis a terra que o crepúsculo banha,
Eis as orlas do Mar Amarelo;
Por onde se ergueu e aonde se abala,
São estes os ocidentais mistérios.

Noite após noite, seu tráfego purpúreo
Cargas de opala pelo cais dispersa;
E mercadores ponderam sobre horizontes,
Calculam rumos e somem em barcos de sortilégio.

Púrpura –
A cor das rainhas é esta –
A cor de um sol, no poente;
- Ainda, além dessa, o âmbar;
E o berilo – se o dia vai a meio.

Quando à noite, porém, amplidões de aurora
Atingem, de súbito, os homens –
Essa cor, e o feitiço, Mas, a Natureza
Reserva um lugar, também, para os cristais de iodo.


Emily Dickinson
in Poemas de Emily Dickinson



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10/04/2022

17 Divagando o olhar pela Arte Chinesa - Neve




Divagando o olhar e deixando o coração sonhar

Suave, branca, delicada e bela a NEVE na Arte Chinesa











"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a Natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do Homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o Universo e fazer com que os outros o compreendam. " (Auguste Rodin)



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08/04/2022

17 A Rosa



 
Despretensiosa e solitária.
A rosa vive o processo
de ser quem é.
Brota sem ter medida.
Floresce de cor munida. Depois morre.
Ida.


Padre Fábio de Melo



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06/04/2022

30 Divagando pelas Azenhas do Mar (Sintra)




Portugal tem muito para ver, desde lugares mais no interior do país a outros bem perto ao mar, são recantos especiais e espectaculares que eu e o meu marido, com o tempo, queremos ir descobrir. Um dos nossos últimos passeios, foi a um local que já tínhamos visto em fotografias, mas que ainda não conhecíamos.

Azenhas do Mar





Situada num vale e com as suas casas construídas ao longo do declive da arriba, esta linda e pitoresca aldeia, localiza-se no litoral do município de Sintra, na freguesia de Colares. Desenvolveu-se ao longo da ribeira do Cameijo, que corre para o Atlântico no meio de arribas, nas quais haviam no passado, muitas azenhas (moinhos de água), que acabaram por dar origem ao seu nome.




Estacionámos o carro no Largo do Padre em frente ao restaurante "Água e Sal", o nosso primeiro olhar foi sobre o vale, as arribas e as casas na encosta. Descemos depois pelas Escadinhas J. Ramos Baeta, até á beira-mar para apreciar a praia e a linda piscina oceânica. O areal era pequeno e como a maré estava a encher a praia praticamente não tinha areia.




Quando lá chegámos lembrei-me de um antigo ditado: "o mar é o espelho do céu", pois naquele momento, a água da piscina era o espelho das nuvens.




Com uma localização priveligiada, mesmo junto ao mar e à piscina, encontra-se o restaurante "Azenhas do Mar". Achei muito interessante e bonita a  decoração exterior.





Depois de eu "capturar" vários olhares, subimos as escadas feitas na encosta, até ao miradouro construido no topo das arribas, para podermos observar toda a paisagem lá bem do alto.




A vista panoramica era absolutamente incrível!




Descemos novamente à aldeia e seguimos viagem até onde íamos almoçar. No caminho fizemos uma breve paragem para apreciar uma das mais populares praias desta região, a Praia das Maças.




O ponto final do nosso roteiro foi a Praia Grande. Com um extenso areal é a maior praia de Sintra e um destino muito apreciado para a prática de surf e bodyboard. Almoçámos um peixe fresco delicioso num dos restaurantes da praia, o restaurante "Arribas Terrace".




E é claro que não podia terminar sem deixar aqui alguns dos meus olhares sobre a natureza, que embora ainda timidamente, já vai mostrando toda a beleza que a primavera nos costuma oferecer.




Paisagens magnificas, sol e boa disposição, permitiram-nos um passeio fantástico!




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