25/04/2013

12 Masoala National Park


Foto: Panoramio_Peter+Golz


O Masoala National Park ou Parque Nacional de Masoala, localiza-se no nordeste de Madagascar, sendo a maior das áreas protegidas da ilha. A maior parte do parque está situado na Região Sava e uma outra parte em Analanjirofo. O parque foi criado em 1997, e protege 2.300 quilómetros quadrados de floresta tropical e 100 quilómetros quadrados de parques marinhos.

Em junho de 2007, Masoala foi designado como Património Mundial, como parte de um conjunto de parques que representam a biodiversidade das florestas tropicais do leste do país. Os outros parques nacionais incluídos são Marojejy, Zahamena, Ranomafana, Andringitra, e Andohahela.


Foto: www.musekautas.it

A península de Masoala é extremamente diversificada, devido à sua enorme dimensão e variedade de habitats. No total, o parque protege a floresta tropical, floresta costeira, floresta inundada, pantanal e mangue.

Três parques marinhos protegem os recifes de coral e uma deslumbrante variedade de vida marinha. São o Tampolo no Ocidente, Ambodilaitry no Sul, e Ifaho no Oriente. Estes estão entre os ambientes marinhos mais interessantes em Madagascar.

Masoala está entre as regiões mais ricas em biodiversidade. Aí se encontram 50% das espécies de plantas de Madagáscar e mais de 50% das espécies de mamíferos, pássaros, répteis e anfíbios. 


Foto: www.ethlife.ethz.ch

Mais de 600 espécies vegetais estão listadas no Masoala Uma das espécies interessantes são as plantas carnívoras.

A floresta Masoala é um ambiente belo, verde e luxuriante com árvores altas, cipós, plantas de gengibre selvagens, samambaias e orquídeas.

Ao andar na floresta é possível ver centenas de rãs, repteis, bem, como camaleões .

Foto: www.hotelstravelpal.com

Existem 102 espécies de aves, em que mais do que 60% são endémicas.

Foto: ibc.lynds.com_Helmet_Vanga

Entre as 10 espécies de lémures do parque, incluindo o Lemur Vermelho flamboyant Ruffed, que é nativa da península, Quatro espécies de lémures fazem parte da categoria dos primatas mais ameaçadas na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). 


Foto: wikipedia_Frank_Vassen

Todos os anos de julho a início de setembro, centenas de baleias jubarte visitar a Baía Antongil durante a sua longa migração. As águas quentes protegidas da baía fornecer uma reprodução ideal e parto terreno para estes mamíferos magníficos marinhos. 


Foto: imaginetravel.co.uk

Masoala é também a casa para o espetacular Chrysiridia rhipheus. A Rainha-de-madagascar é uma borboleta de cores surpreendentes sendo considerada uma das mais bonita das borboletas nocturnas.


Foto: wikipedia_chrysiridia croesus

O parque pode ser acedido a partir das cidades de Maroantsetra ou Antalaha. As principais trilhas para os visitantes estão em Mangabe Nosy, Tampolo / Ambodiforaha, Cap Est, e uma caminhada de vários dias é possível em toda a península. 


Foto: wikipedia_Frank_Vassen


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.parcs-madagascar.com/; Panoramio; www.musekautas.it; imaginetravel.co.uk; www.madagascat.co.za; ibc.lynds.com; www.ethlife.ethz.ch; www.wildmadagascar.com ; www.musekautas.it; www.birdguides.com; www.portalsaofrancisco.com ; Outros net

Poderá ver este post completo no meu blogue de viagens “Viajar é alargar os nossos Horizontes” em: Masoala National Park



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5 25 de Abril



Vampiros

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Zeca Afonso




No dia 25 de Abril de 1974 os cravos foram o símbolo e a música o código para um novo amanhã, renascia a esperança de um futuro em plena liberdade.
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24/04/2013

12 Pequenas Alegrias




Às vezes, você acorda e imediatamente os problemas lhe tomam a mente, impedindo seus olhos de contemplar as belezas que estão ao seu redor.

São tantos desgostos que em seu mundo não há espaço para alegrias... É como se a vida se resumisse em obstáculos e mais obstáculos, desafiando sua capacidade de superação.

Que importa se o sol está brilhando, se a sua alma está envolta em sombras?

Como admirar a beleza, se seus olhos estão nublados pelas lágrimas contidas no peito, denunciando preocupações com a própria existência?

Em seu mundo não há espaço para alegrias...

Aliás, em seu mundo não há alegrias...

Mas, será que suas impressões retratam mesmo a realidade?

Ou será que ao seu redor há uma outra realidade esperando um pouco da sua atenção?

Se você parar, alguns instantes, talvez possa ouvir a resposta. Mais do que isso: você sentirá a resposta...

Um breve olhar mais detido e perceberá que ao seu lado existem pessoas. E que essas pessoas têm um coração que pulsa como o seu.

Pare um pouco e ouça o que elas estão a lhe dizer, mesmo que seus lábios estejam mudos.

Observe quantos sorrisos se abrem a sua volta. Note que perto, bem perto mesmo, tem uma criança a brincar.

Você deve estar pensando: "como encontrar tempo para essas coisas quando é preciso lutar pela própria sobrevivência num mundo de competições?"

No entanto, enquanto você mergulha em seus problemas, as flores se abrem, silenciosas...

E não é só a beleza que elas lhe oferecem. Trazem também seu perfume...

Acaso ainda não percebeu o pequeno pardal, com seu canto, meio sem graça, a buscar alimento por entre automóveis e pedestres?

E o zumbir da abelha, buscando o néctar onde as flores escasseiam?

Talvez você não tenha notado, mas as dificuldades e a concorrência não são motivos de desânimo para a natureza, que luta com bravura, apesar das dificuldades.

Vale a pena olhar a pequena planta que brota na fenda estreita da calçada, em busca de um lugar ao sol, em meio aos pés apressados que passam sem notá-la.

Vale a pena observar os pássaros cantarolando, alegres, construindo ninhos para agasalhar as novas gerações que Deus lhes confia.

Vale a pena notar o sol, que espia por entre as nuvens só para dizer que está lá, apesar dos obstáculos.

É importante perceber que, apesar da escuridão da noite, o orvalho não deixa de beijar a flor...

Apesar da chuva torrencial, as formigas não desanimam, e reconstroem o ninho tantas vezes quantas eles sejam destruídos.

Assim, se a situação está difícil, tentando desanimar você com fatos deprimentes, faça como o Sol.

Espie por entre os obstáculos e perceberá muitas pequenas alegrias esperando para lhe dizer: "olá! Eu estou aqui para lhe fazer feliz."

Desenvolva a sua capacidade de perceber as coisas boas, positivas e otimistas. Elas são em maior número do que os motivos de desânimo.

Pense nisso!

Se é verdade que as circunstâncias têm mil maneiras de lhe fazer chorar, também é verdade que não têm o poder de lhe tirar a alegria nem a vontade de viver.

Texto - SITE: Momento de Reflexão
Fotos: Net


"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria." (Khalil Gibran)

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23/04/2013

8 Carrancas ou Figuras de Proa


Foto:wikipedia_andrea malz

As Carranca são esculturas com forma humana ou animal, produzidas em madeira e que eram utilizadas na proa das embarcações.


Foto: wikipedia_Remi_Jouan

Foto: wikipedia_andrea malz

A grande maioria das carrancas foi feita entre os séculos XVI e XIX.


Foto: wikipedia_Ardfern

Foto: wikipedia_Vulkano_Seute_deern

Embora os navios anteriores a essa época, tivessem por vezes alguma forma de ornamentação (por exemplo, os barcos vikings de ca. 800-1100 dC), a prática geral foi introduzida com os galeões do século XVI, com a figura de proa.

Foto: wikipedia_Eileen_Sanda

Foto: wikipedia_Halblue_Kalamar_Nycel

Tal como acontece com a ornamentação de popa, o propósito da figura era muitas vezes para indicar o nome do navio (ainda que por vezes de uma forma um pouco complicada), a uma sociedade não-alfabetizada. No caso dos navios de guerra, servia para demonstrar a riqueza e o poder do proprietário.


Foto: wikipedia_Halblue_Kalamar_Nycel

Foto: wikipedia_Leo-seta_Turku


No auge do período Barroco, alguns navios vangloriavam-se com figuras gigantescas, pesando várias toneladas e, às vezes geminada em ambos os lados da proa.


Foto: wikipedia_Bahudhara

Foto: wikipedia_Lolita_Marrec


As figuras grandes, sendo esculpidas em madeira maciça e colocadas na ponta mais à frente do casco, afectavam as qualidades de navegação do navio. Este factor, e considerações de custo, levaram a um declinia da utilização das figuras durante o século XVIII e, em alguns casos, foram completamente abolidas por volta de 1800.


Foto: wikipedia_Mike_Peel

Foto: wikipedia_Mike_Peel


Após as guerras napoleônicas fizeram uma espécie de retorno, mas desta vez a maioria era apenas na forma de um busto de cintura para cima, em substituição das figuras de grandes dimensões usadas anteriormente.


Foto: wikipedia_Ludovic_Peron

Foto: wikipedia_yottanesia


Os veleiros da década de 1850 e 1860 tinham habitualmente figuras completas, mas estas eram relativamente pequenas e leves. As figuras de proa enquanto tal desapareceram com o fim dos grandes veleiros. 


Foto: wikipedia_cb22hh

Foto: wikipedia_Musicaline


Os primeiros navios a vapor, no entanto, eram decorados com frisos dourados ou escudos de armas nas suas proas. Esta prática durou até próximo da I Grande Guerra.


Foto: ww.mandragore2.net

Foto: wikipedia_Frederic_michel


As carrancas para além de adorno, estavam muitas vezes associadas a crenças de proteção do barco contra perigos reais e também imaginários, como os maus espiritos.

Fontes e Fotos: Wikipedia; ww.mandragore2.net; davincipoppalag.deviantart.com; outros net.


Foto: davincipoppalag.deviantart.com

"A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias." (Gilbert Keith Chesterton)

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