05/06/2009

0 Festas dos Santos Populares - Tradições que o tempo não apagou


Há tradições que devemos manter vivas, pois elas estão intimamente ligadas ao nosso património cultural e histórico.

No dia 10 de Junho celebra-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. É um tributo à data do falecimento de Luís Vaz de Camões em 1580, relembrando ao mesmo tempo os feitos passados do povo lusitano e também as comunidades portuguesas, espalhadas por esse mundo fora, festejando o vínculo, que une os portugueses à sua cultura e história.
Junho é também o mês por excelência dos santos populares, em que os bairros mais típicos e antigos das cidades, enfeitam-se de cor e o ambiente é de intensa alegria.
Nestes dias, os reis da festa são as sardinhas, as marchas e os manjericos, esquecemos as tristezas e os problemas e sentimo-nos contagiar com a alegria que paira no ar.
Há sempre bailaricos, balões que sobem no ar, as fachadas das casas (janelas e varandas) dalgumas ruas, na zona mais antiga, são enfeitadas.

Primeiro vem o Santo António, no dia 13; segue-se o S. João, no dia 24; e, para acabar as festas, no dia 29 comemora-se o S. Pedro. E lá diz a cantiga, também ela popular: «Santo António já se acabou, o S. Pedro está a acabar, S. João, S. João, dá cá um balão para eu brincar.» Santo António
é o Santo Patrono da cidade de Lisboa, nasceu nesta cidade no século XII, no ano de 1195 e faleceu em Pádua, Itália a 13 de Junho de 1231.
Santo António é conhecido como Patrono dos casamentos; ainda hoje ele "abençoa" os noivos, num Evento organizado pela câmara municipal, denominado por: "As noivas de Santo António". Este Evento contempla os casais que queiram contrair o seu Matrimónio no dia 12 de Junho e concorrem, mediante um regulamento próprio.Em Lisboa os arraias pelo Santo António, são comemorados na noite de 12 para 13 de Junho e num tempo de alegria, não faltam os foguetes, manjericos, os arraiais de sardinha assada e bifanas, bailaricos nos bairros mais tradicionais e não podemos esquecer os desfiles das marchas populares pela avenida.


Este ambiente de grande entusiasmo e euforia estende-se ao Porto, onde o santo que baptizou Cristo não tem mãos a medir na noite de 23 para 24.
O Santo Patrono da cidade Invicta do Porto, é o São João
nasceu nesta cidade em 1799 e faleceu em Lisboa em 1854. É comemorado na noite de 23 para 24 de Junho.
Num tempo de manjericos, não faltam os alhos-porros para bater nas cabeças de quem passeia, mais recentemente os martelinhos e os raminhos de flores que se dão a cheirar a quem passa. Correm-se as ruas, dança-se não importa com quem, soltam-se os cantares e as ruas do Porto, sobretudo as mais características, enchem-se de crianças a pedirem mais uns tostões em homenagem ao S. João.

S. Pedro nasceu e faleceu no século I e acompanhou Cristo tornando-se num dos seus Apóstolos. As festas em sua homenagem a 29 de Junho, marcam o fim do mês e das festas. Agora há que começar a preparar os festejos do próximo ano.


Estas tradições importantes do nosso país, trazem até nós muitos estrangeiros, curiosos dos costumes nacionais. É importante continuarmos a manter as tradições que fazem parte das nossas raízes e história.



“A alegria partilhada é uma alegria dobrada.” John Ray
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2 Alzheimer’s

Cada vez mais se ouve falar de pessoas que têm a doença de alzheimer. 




Hoje decidi falar desta doença degenerativa e até ao momento incurável, que foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer. Afecta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.
Cada paciente de alzheimer, sofre a doença de forma única mas existem pontos em comum, por exemplo o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress.


Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade.


Infelizmente é nesta fase que o meu pai está a começar a entrar.
Quando ouvimos amigos, colegas ou vizinhos contar situações praticadas por doentes de Alzheimer, por vezes até achamos graça, devido ao caricato da situação. Retirar a comida do congelador e colocar na dispensa (levando ao seu descongelamento), colocar a roupa no armário dos tachos e panelas, guardar documentos na prateleira dos pratos, ou querer ir para a rua de pijama, enfim, são tudo ocorrências que, para quem está de fora, parecem inofensivas. Efectivamente estas situações descritas até são inofensivas, mas são desgastantes, se estiverem continuamente a ocorrer e for necessário estar permanentemente alerta com estes doentes.


Realmente o velho ditado " quem está dentro do convento é que sabe o que lá vai dentro" é bem verdade. Ter um familiar chegado como eu tenho, com esta doença é terrível e ver a pouco e pouco a degradação da pessoa, é um choque imenso, mesmo apesar de nos sentirmos preparados.
No final do dia, quando venho do trabalho, passo sempre por casa dos meus pais, para ver como estão e se necessitam de alguma coisa. A minha mãe (uma mulher formidável) que apesar de tão doente, têm uma paciência infinita para com o meu pai, raramente me conta os “acidentes” feitos por ele, só quando o dia foi muito aziago e ela está totalmente desgastada, não só pelos problemas de saúde dela, mas principalmente pela doença do meu pai, é que ela desabafa como foi o dia deles. Ela nervosa, conta as ocorrências e o meu pai fica com ar triste, a ouvir e dizendo sempre, que não foi ele que fez as coisas que ela está a relatar. Quando se fala da doença, ele afirma que não tem qualquer problema e que de cabeça está muito bem, ele não reconhece que é um doente de alzheimer.

Fico completamente desalentada e uma tristeza imensa invade-me o coração, por não poder aliviar a carga da minha mãe e por não poder parar, a evolução da doença do meu pai. Que Deus os acompanhe.





Ao andar pela Net, para me informar mais sobre a doença, encontrei um artigo com algumas recomendações , que podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles, achei útil deixar também aqui esta ajuda:

- Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.), porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra.
- Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la.
- Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela.
- Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir à casa de banho, a tomar banho por sua própria conta.
-Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de gelado, oferecer apenas duas variedades.
-Certificar-se de que o doente têm uma dieta equilibrada e pratica actividades físicas de acordo com suas possibilidades.
- Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental.
- Estimular o convívio familiar e social do doente.
- Reorganizar a casa afastando objectos e situações que possam representar perigo.




"Não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença." ( Santo Agostinho )
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02/06/2009

0 Primavera


A minha homenagem à Primavera



Não podia deixar passar esta época tão magnífica, sem lhe prestar a minha sincera homenagem. Desce criança que me lembro, de desejar intensamente a chegada da Primavera e com ela o acordar das árvores, do seu sono invernal, brindando-nos novamente com o esplendor das suas copas e o renascer das flores, que nos presenteiam com as suas múltiplas cores e odores.

Quando era pequena, perto da minha casa haviam campos de cultivo, que se cobriam de todas as cores na altura da Primavera. Embora a minha mãe me avisasse, que não devia ir para os terrenos, pois pisava os cereais e o dono não gostava (como era lógico), era quase impossível eu conseguir resistir, pois era como se as flores me chamassem. Eu tentava fazer o menor estrago possível, apanhava as que podia rapidamente e corria para casa, toda feliz. Sabia que ia ouvir novamente a minha mãe, mas também sabia que ela me iria perdoar, pois conhecia claramente o meu sentimento em relação às flores.


Hoje, contínuo a ficar com os olhos brilhantes, quando vejo um campo florido, um jardim, um canteiro com flores ou simplesmente uma florista.
Quando não é possível eu contemplar directamente a Natureza, basta um pensamento ou um olhar por uma fotografia, para me sentir mais calma, mais tranquila, sentindo a minha paz interior a voltar novamente.


Obrigado Primavera.

"Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores."

Miguel Torga




"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...." Florbela Espanca
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01/06/2009

0 Dia da Criança



Hoje é o Dia da Criança, para todas as crianças do Universo eu desejo um dia muito feliz.





A Declaração dos Direitos da criança, adoptada pelas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1959, tem 10 princípios que devem ser respeitados por todos, para que as crianças possam viver dignamente com amor, respeito e carinho.

Nunca é demais relembrar, " a Humanidade deve às crianças o melhor que tem para dar"

1º Princípio
Toda criança e jovem com menos de 18 anos, está abrangida pelos direitosescritos nessa convenção, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados.



2º Princípio
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

3º Princípio
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.



4º Princípio
A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e protecção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.

5º Princípio
A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.


6º Princípio
A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a protecção dos pais, num ambiente de afecto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.


7º Princípio
A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade.O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais.
A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas. A sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.

8º Princípio
A criança deve, em todas as circunstâncias, ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro.

9º Princípio
A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.



10º Princípio

A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universal, e com plena consciência de que deve devotar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.

Se tudo for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade, como bons adultos e contribuir para que haja um futuro mais justo, com mais amor e onde todos, mas principalmente as crianças, consigam viver felizes!



"Grande Homem é aquele que não perdeu o Coração de Criança."
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