Rir, porquê?
Abriram as roseiras
e desfolharam na distância que vivi
intensa realidade!
Olhos pisados de lilases roxos
afundam na penumbra
pálpebras mortas
sem tempo de as fechar!
Cravos a rir de mim
onde a boca mordeu, em sangue, a luz!
Cantar, porquê?
se grita a fonte a música da sede
que não mata
o cântico dos longes…
Abrem magnólias puras no meu peito
em flores tão de cera que adormecem
cobertas de abandono,
beijadas pela noite…
Chorar, porquê?!
- Nem para tanto sobra o tempo de morrer!
Maria de Santa Isabel
Abriram as roseiras
e desfolharam na distância que vivi
intensa realidade!
Olhos pisados de lilases roxos
afundam na penumbra
pálpebras mortas
sem tempo de as fechar!
Cravos a rir de mim
onde a boca mordeu, em sangue, a luz!
Cantar, porquê?
se grita a fonte a música da sede
que não mata
o cântico dos longes…
Abrem magnólias puras no meu peito
em flores tão de cera que adormecem
cobertas de abandono,
beijadas pela noite…
Chorar, porquê?!
- Nem para tanto sobra o tempo de morrer!
Maria de Santa Isabel



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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).
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