sábado, 4 de abril de 2020

Luar póstumo - Poema de Cecília Meireles





Numa noite de lua escreverei palavras,
simples palavras tão certas
que hão de voar para longe, com asas súbitas,
e pousar nessas torres das mudas vidas inquietas.


O luar que esteve nos meus olhos, uma noite,
nascerá de novo no mundo.
Outra vez brilhará, livre de nuvens e telhados,
livre de pálpebras, e num país sem muros.


Por esse luar formado em minhas mãos, e eterno,
é doce caminhar, viver o que se vive.
Porque a noite é tão grande... Ah, quem faz tanta noite?
E estar próximo é tão impossível!



Cecília Meireles
In: Poesia Completa





13 comentários:

  1. Boa noite de saúde e paz, querida amiga Maria!
    Interessante como as noites se fazem longas e os dias pequenos... Clarice deu um toeue original com este verso.
    Gosto muito das suas publicações poéticas aqui.
    Tenha um final de semana abençoado e na proteção de todo mal junto aos seus amados!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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  2. Querida Maria

    BOM DIA

    Belo poema de Cecília Meireles, de que gosto muito.

    "Porque a noite é tão grande... Ah, quem faz tanta noite?
    E estar próximo é tão impossível!"

    Bom fim de semana.

    Beijo
    Olinda

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  3. Querida Maria
    Nestes dias de isolamento forçado, é muito bom termos uma bela poesia para ler: obrigada.
    feliz sábado.
    Um beijinho
    Beatriz

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  4. Olá:- Profundo, magistral poema. Delicioso de ler.
    .
    Feliz fim de semana
    Fraternas saudações

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  5. Amei! Uma escolha brilhante! :)

    Beijos. Bom fim de semana.
    ( Vai ficar tudo bem.)

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  6. Lindo!Não conhecia e gosto muito da autora. Beijinhos!

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  7. Entrar no mundo de Cecília é maravilhoso Maria.
    Uma bela escolha de sua arte.
    Bjs amiga
    Bom domingo para vocês.

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  8. E que bom que é sentir a presença da Lua numa noite escura.
    Bjs

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  9. Maravilhoso poema... com um sentir tão próximo da nossa presente realidade...
    Adorei, Maria! Beijinhos!
    Ana

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