domingo, 19 de junho de 2016

Sei que estou só - Poema de Sophia de Mello Breyner






Sei que estou só e gelo entre as folhagens
Nenhuma gruta me pode proteger
Como um laço deslaça-se o meu ser
E nos meus olhos morrem as paisagens.

Desligo da minha alma a melodia
Que inventei no ar. Tombo das imagens
Como um pássaro morto das folhagens
Tombando se desfaz na terra fria.



Sophia de Mello Breyner


7 comentários:

  1. Belo poema.
    Simples e intenso.
    beijos

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  2. Bom domingo, Maria!
    Na solidão há muita reflexão... Um poema forte da alma em introspecção...
    Abraços

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  3. Parabéns pela escolha. Lindissimo!!


    Beijinho, bom Domingo.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  4. Muito triste, quanta desesperança!!!

    Ótimo domingo, boa semana!!!
    Beijinhos
    ╰⊰✿⊰ه° ·.

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  5. Um poema de estrema solidão.
    Lindo Maria Rodrigues.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  6. Um lindo e sofrido poema da solidão,
    Nos corredores sombrios e vales gelados.

    Bonita partilha Maria.
    Linda ilustração.
    Bjs de paz.

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  7. A solidão... vista pela sensibilidade de Sophia... de uma forma tão delicada e sofrida...
    Lindíssimo poema!
    Beijinhos
    Ana

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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