quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Miranda do Douro


Miranda do Douro é uma cidade, sede de concelho, situada em Trás-os-Montes pertencente ao Distrito de Bragança sobre a margem direita do rio Douro, tendo como freguesias limítrofes Duas Igrejas, Malhadas e Ifanes. O município é limitado a nordeste e sueste pela Espanha.

Foto de Mário Rua_OLHARES


Com vestígios de presença humana desde remotos tempos, Miranda tem fortes raízes celtas e foi mesmo ocupada pelos Romanos. No século VIII os árabes deram-lhe o nome de "Mir Andul".
A sua posição estratégica, fronteiriça com Espanha, fez com que D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, mandasse construir um castelo do qual ainda pode ver alguns vestígios. Subsistem uma parte da cidadela e alguns panos de muralha.

Nesta região, além do português, fala-se a sua própria língua: a língua mirandesa, uma língua com origem no latim e moldada ao longo das gerações, que tem sobrevivido à passagem do tempo incólume. O mirandês era inicialmente uma língua oral, principalmente falada no trato diário e no comércio local, por lavradores, boieiros e pastores. Marcada por uma grande rusticidade, esta língua é sobretudo uma língua do trabalho, do campo, do lar e do amor entre os Mirandeses.

O clima do concelho é de tal forma áspero, que é comum dizer-se que “Em Miranda há nove meses de Inverno e três de Inferno”. Os de Inferno são de Verão quentes e secos e os de Inverno são rigorosos, com frequentes nevadas.

Foto de Pedro Cascão_OLHARES

Os Pauliteiros (dança guerreira muito antiga)
Miranda é conhecida, sobretudo, pelo seu folclore colorido e animado, onde sobressaem os Pauliteiros, com o seu trajo típico de saias, acompanhados pelo toque da gaita de foles, uma herança da ocupação celta da região na Idade do Ferro.


Na Terra de Miranda e em todo o Planalto Mirandês ainda hoje se celebram com bastante pureza no seu ritualismo original, as festas solsticiais de Inverno. São rituais de profundo significado mitológico, ritos de iniciação, “mitos do eterno retorno” cuja origem vem de muito longe no tempo.


Foto: dourovalley.eu

A origem da dança dos Pauliteiros não reúne consenso entre os estudiosos que sobre ela se debruçaram. Esta terá nascido durante a idade do ferro, na Transilvânia, espalhando-se posteriormente pela Europa.

A visitar:
Cidade histórica, Miranda do Douro possui um património natural e cultural invejável: O seu centro histórico perfeitamente conservado e não adulterado, a Sé Catedral, o castelo e as suas muralhas, as casas burguesas, as ruínas do paço episcopal, igrejas, o rio Douro e as suas arribas… são apenas alguns exemplos de locais a não perder ao visitar Miranda do Douro.


Museu da Terra de Miranda
Situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, o Museu da Terra de Miranda está instalado no edifício seiscentista da antiga Câmara Municipal. A exposição permanente apresenta colecções de trajes mirandeses e instrumentos usados na sua produção, alfaias agrícolas e máscaras.

Foto de Pedro Castro Silva_OLHARES


Sé Catedral
Situada em plena cidade de Miranda do Douro. Monumento renascentista, edificado no século XVI (1552), no local onde estava em tempos a Igreja de Santa Maria. No seu interior pode admirar-se o seu altar-mor, um fabuloso retábulo renascentista composto por 56 imagens bíblicas e a imagem do Menino Jesus de Cartolinha. Classificado Monumento Nacional, possui uma imponente talha maneirista e barroca.

Ruínas do Castelo de Miranda do Douro
Imóvel de Interesse Público (Dec. nº. 40361 de 20-10-1955). Construído no séc. XIII (1286), por D. Dinis, durante a guerra da independência. Totalmente destruído aquando do rebentamento do paiol em 1762, deixando cerca de 500 pessoas sepultadas. A sua Torre de Menagem ainda hoje subsiste nas muralhas do Castelo.

Ruínas do Paço Episcopal
Monumento em estado de ruínas, destruído por um incêndio em 1706. Dele, restam apenas, o andar térreo e uma ampla arcada. Este espaço foi transformado num espaço verde devidamente ajardinado.

Foto de Teresa Teodoro_OLHARES


Miranda do Douro com as suas magnificas paisagens, rodeada pelo inigualável Parque Natural do Douro Internacional, soube preservar as suas tradições e modos de vida num mundo cada vez mais modernizado, Miranda está em perfeita harmonia entre o passado e o presente.


Foto de Gonzz_OLHARES


Fontes e Fotos:  http://www.rotasturisticas.com/;  http://www.cm-mdouro.pt/; http://nortedeportugal.nireblog.com/;  http://mirandadodouro.jfreguesia.com/; Wikipedia, http://www.mirandadodouro.com.pt/; olhares, www.panoramio.com e outros net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.


Poderá ver este post completo no meu blogue de viagens “Viajar é alargar os nossos Horizontes” em: Miranda do Douro


5 comentários:

  1. Que maravilha de lugares querida... adorei conhecer com voce...
    Doce dia amiga...beijinhos...
    Valéria

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  2. Trás-os-montes é a região de onde veio minha mãe, um lugar do qual ouço falar sempre com muito carinho no coração. Muito lindo este seu post. Obrigada por permitir-me este passeio através de suas fotos, do seu texto.
    Beijos e uma otima tarde para você..

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  3. Sim senhora aqui está uma bela reportagem desta bela cidade que tão bem conheço :)
    Beijos.

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  4. Oi Maria,
    Obrigada pelo carinho de sua visita e comentário.
    Que fantástica viagem por estas cidades maravilhosas.Meus parabéns pelo belíssimo blog, estou encantada.
    Abençoado fim de semana e
    Bjs

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  5. Oubrigado pula promoçon dua tierra que tanto representa para quien naciu no Praino Mirandés.
    Ua cousa ye falar, i bien, mas nada cumo cheirar la flor de xara ou oubir l sonido de las checharras.
    Un bien haiades.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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