quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Saudade



Saudade é mar sem fim de águas serenas
onde voga o escaler do pensamento,
trazendo causas para novas penas,
a quem já vive em negro desalento...

Saudade é véu que tímidas falenas
queimam, na noite atroz do isolamento,
para o ébrio de luz banhar-se apenas
na tepidez dos risos de um momento...

Saudade é espelho da alma, onde, piedosa,
a lembrança reflecte, em negro, ou rosa,
as imagens que, longe, vão ficando.

É um relógio perdido e retardado
- Mas, quem não sente que ele vai marcando
os diversos minutos do passado?

Francisco Fernando da Costa Andrade

6 comentários:

  1. Um belo poema de um poeta que desconhecia completamente.
    Um abraço e bom fim de semana
    http://6feira.blogspot.pt/

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  2. Uma belíssima escolha!!!
    Bj e bom fim de semana!!!

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  3. Simplesmente fabuloso

    Deixo cumprimentos

    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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  4. Olá, querida Maria
    Saudade vem do amor...
    Bjm fraterno

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.