30/03/2023

18 Como a Primavera - Poema de Bernardina Vilar





Se nasce a flor nos prados verdejantes
Ornamentando as orlas do caminho,
Voltam as andorinhas voejantes
Procurando os beirais do antigo ninho.

Adejam em semi-cÍrculos, doidejantes
Buscando o aconchego de um carinho ...
E com as asas ruflando, estonteantes
Chegam se agasalhando de mansinho.

A quem já não mais crê volta a esperança!
Vem a ilusão e os sonhos, a quimera...
Que vão e voltam no passar dos anos...

E como não me foges da lembrança
Quero que voltes como a primavera
Pra florescer meus tristes desenganos.


Bernardina Vilar
In ‘Bom dia, Saudade!’ (1995)



Ler o post completo

28/03/2023

20 Visitando Portel (Alentejo)




Divagando o olhar pelo Alentejo e conhecendo um pouco mais sobre uma das suas belas vilas.

Vila medieval de Portel





Portel é uma vila no distrito de Évora na região Alentejo. Foi fundada em 1261, tendo recebido foral de concelho em 1262.




A dominar a vila está o seu imponente Castelo, cuja construção foi iniciada por D. João Peres de Aboim em 1261. Exteriormente, o Castelo de Portel estava bem preservado e os espaços envolventes eram muito agradáveis, tendo-se lá do alto uma vista espetacular. Tivemos pena de não poder visitar o seu interior, mas estava fechado para obras de restauro.







Junto ao Castelo, está a Praça de Dom Nuno Alvares Pereira e nela se encontra a sua estátua, da autoria dos artistas Francisco Charneca e António Charneca.




Também nessa praça fica o interessante edifício da Câmara Municipal, a Igreja da Misericórdia e a Capela de Santo António, hoje local de exposições.





Passámos pela sua Igreja Matriz, não deu para visitar pois encontrava-se fechada. O atual edifico foi construído entre 1754 e 1766, vindo substituir a primitiva igreja matriz, que remontava ao ano de 1532 e era consagrada à Senhora da Alagoa.






Portel é uma vila encantadora que vale a pena visitar!


Ler o post completo

27/03/2023

14 A Palavra - Poema de Eduardo White





A palavra renova-se no poema.
Ganha cor,
ganha corpo,
ganha mensagem.

A palavra no poema não é estática,
pois, inteira e nua se assume
no perfeito,
no perpétuo movimento
da incógnita que a adoça.

A palavra madura é espetáculo.
Canta.
Vive.
E respira. Para tudo isso
basta
uma mão inteligente que a trabalhe,
lhe dê a dimensão do necessário
e do sentido
e lhe amaine sobre o dorso
o animal que nela dorme destemido.
A palavra é ave
migratória,
é cabo de enxada,
é fuzil, é torno de operário,
a palavra é ferida que sangra,
é navalha que mata,
é sonho que se dissipa,
visão de vidente.

A palavra é assim tantas vezes
dia claro
sinal de paisagem
e por isso é que à palavra se dá,
inteiramente,
um bom poeta
com os seus sonhos,
com os seus fantasmas,
com os seus medos
e as suas coragens,
porque é na palavra que muitas vezes está,
perdido ou escondido,
o outro homem que no poeta reside.


Eduardo White




Ler o post completo

24/03/2023

27 ARTE no ALVOR




Dos meus passeios pelas ruas do Alvor, deixo hoje alguns "olhares" especiais ...

ARTE no ALVOR



Artista: Carlos de Oliveira Correia



Vimos várias obras de Carlos de Oliveira Correia, principalmente na Zona Ribeirinha. O artista nasceu nas Caldas da Rainha e conta já com um vasto percurso no mundo da arte. Escultor e ceramista, tem várias obras espalhadas pelo país, tendo participado em exposições individuais e colectivas. Está representado em várias coleções particulares nacionais e internacionais.


Artista: Carlos de Oliveira Correia


Artista: Carlos de Oliveira Correia


Artista: Carlos de Oliveira Correia


Artista: Carlos de Oliveira Correia



Batente em ferro. Diferente das peças anteriores, mas para mim, igualmente bela. Captura do passado ...



"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência." (Aristóteles)


Ler o post completo
Topo