09/03/2014

11 Passear no ALENTEJO



No final de fevereiro fomos até Corte do Pinto, uma pequena e simpática povoação do concelho de Mertóla. Temos lá uma casita que era dos meus avós. É pequenina mas tem um bom quintal e o Cookie adorou ...






e a Diana também.



Breve voltinha pela aldeia ....









Observando as nuvens lá do alto ... será que vai chover?




Uma visita aqueles que já partiram, mas que permanecem eternamente no nosso coração.




Destaque para os amigos de 4 patas ...
confraternização ....




Observando com atenção a "reunião" canina ....




O tempo era pouco por isso vimos a Mina de S. Domingos apenas de passagem.




Como não podia deixar de ser o nosso almoço foi no restaurante "Alentejo" do amigo Cesário, na aldeia de Moreanes.




Sem o movimento do verão e com a lareira acesa o ambiente ainda é mais acolhedor.




Eu como é hábito, comi um delicioso misto de porco preto com migas.



e no final lá se foi a dieta ... algumas das deliciosas sobremesas ....




Depois do almoço fomos visitar o Pomarão, antigo porto da Mina de S. Domingos. Entre 1859 e 1860, a empresa proprietária da mina de São Domingos, mandou levantar no Pomarão uma povoação, armazéns, depósitos de mineral, terminal ferroviário e dois cais de embarque, onde atracavam os navios mineraleiros à vela e a vapor, que subiam o Guadiana desde a sua foz. Dali partiam os navios carregados com o minério (pirites), que vinha por via férrea desde a mina de S. Domingos (encerrada no início dos anos 70), para a CUF, no Barreiro, e para Inglaterra (por Vila Real de Santo António).





A aldeia do Pomarão faz fronteira com Espanha ficando situada numa encosta, na margem esquerda do rio Guadiana, junto à confluência com o rio Chança.




Em 2009 foi inaugurada a ponte sobre o Rio Chança, a jusante da barragem do Chança, ligando as localidades de Pomarão a El Granad em Espanha.







Subindo uma colina fomos encontrar a Capela de Santa Teresinha.









A vista sobre o Pomarão é magnífica.





Daqui avista-se também a barragem espanhola do rio Chança, inaugurada em 1985. Este rio,  nasce na Serra de Aracena, em Espanha e vem desaguar no rio Guadiana, a jusante do Pomarão.




Descobrindo novos caminhos ....




e aproveitar para brincar um pouco ...




Já de regresso a casa, um último olhar para observar ao longe a Igreja de Moreanes.




Peço desculpa pelas fotografias não serem de grande qualidade, mas foram tiradas com os telemóveis. Foi um excelente sábado. A vida é composta de momentos, e devemos apreciar ao máximo os bons que ela nos vai oferecendo, para que a sua recordação nos sirva de apoio, quando temos de atravessar os menos bons.


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08/03/2014

8 DIA DA MULHER - 8 Março



Hoje, Dia 8 de Março é o dia internacional da MULHER . Para TODAS as MULHERES eu desejo, que este e todos os dias das suas vidas, sejam plenos de alegria, respeito, carinho e amor.




MULHER

No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.

Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.

Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.

Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo. 




Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.

Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.

Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver. 





Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.

Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.

Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. 



Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola. 


Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama,contam histórias, dão beijos e apagam a luz.

Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão. 




Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.

Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.

Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.

Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: MULHER.


Texto do Site: Momentos de reflexao




Desejo um dia muito Feliz para todas as Mulheres do mundo.


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07/03/2014

4 Canção - Poema de Cecília Meireles


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.


Cecília Meirelles


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