18/09/2026

Chuva Poema de Hermann Hesse


Chuva - Pode ver outras criações digitais na minha galeria: Arte em AI



Chuva morna, chuva de verão
Borbulha de árvores e arbustos.
Oh! Como é bom e cheio de bênção
Uma vez mais sonhar de verdade!

Quanto tempo fiquei aqui fora,
Quão estranha essa sensação:
Habitar a própria alma,
O estranho, sem atração.

Nada quero, nada peço.
Baixinho cantarolo sons de criança,
E, surpreso, chego ao berço
Dos sonhos quentes de folgança.

Coração, como estás machucado
Porém feliz, remexendo cegamente,
Nada pensar, nada saber,
Respirar e sentir, somente.


Hermann Hesse,
in Caminhada





5 comentários:

  1. Maria, I like the picture of the beautiful houses!

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  2. Linda poesia da chiuva e tua imagem idem! Que bom se todas as chuvas fossem calminhas...
    beijos, tudo de bom,chica

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  3. Un bonito poema a esas lluvias que en verano agradecemos en esos calurosos días para refrescar las temperaturas.

    Saludos.

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.

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