Uma emoção pequenina
me vem do lado de lá.
Rompe através da cortina
que envolve o mundo de cá.
Chega ofegante e risonha
a escorrer gotas de orvalho.
Nuns farrapos de vergonha
tem todo o seu agasalho.
Dá-lhe o sol num de repente.
Fulge rápida, num grito.
Flor de silêncio estridente,
continente de infinito.
Gota de som, dedilhada
em fios de Sol, chispando
espirros de luz irisada
como guizos tilintando.
Chama do espírito vivo
a velar corpo de luto.
Essa é a onda que escuto
quando sorrio sem motivo.
António Gedeão
me vem do lado de lá.
Rompe através da cortina
que envolve o mundo de cá.
Chega ofegante e risonha
a escorrer gotas de orvalho.
Nuns farrapos de vergonha
tem todo o seu agasalho.
Dá-lhe o sol num de repente.
Fulge rápida, num grito.
Flor de silêncio estridente,
continente de infinito.
Gota de som, dedilhada
em fios de Sol, chispando
espirros de luz irisada
como guizos tilintando.
Chama do espírito vivo
a velar corpo de luto.
Essa é a onda que escuto
quando sorrio sem motivo.
António Gedeão



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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).
Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.