sábado, 17 de agosto de 2019

Gaivota - Poema de Alexandre O'Neill




Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.


Alexandre O’Neill


11 comentários:

  1. Perfeito poema de Alexandre O'Neill, Maria!
    Tão perfeito quanto suas palavras...
    Descreveu tão bem seus sentimentos...
    Escolheu muito bem!

    Beijinhos e bom fim de semana.

    Proseando num dia

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  2. Good post 😊 thanks for your sharing 😊

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  3. Lindo demais!
    Um poema delicado e muito bonito.
    Bom final de semana!

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  4. Um poema como uma canção de amor!
    Gostei muito Maria Rodrigues.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  5. A imagem é tão linda quanto o poema! Juntos formam uma dupla que vem com a intenção de deslumbrar os amantes da arte e da poesia.
    Beijos carinhosos!

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  6. Uma excelente escolha! Adorei.

    Beijinho Maria

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  7. Um poema magnífico que ficou ainda mais contundente harmonizado com a belíssima imagem
    Beijinhos e um feliz domingo

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  8. Um maravilhoso poema, que me habituei desde miúda a ouvir na voz do Carlos do Carmo... o fadista preferido do meu falecido pai!...
    Adorei este post, que me proporcionou tão boas recordações! Beijinhos
    Ana

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