16/04/2026

0 Canção dos Moinhos Poema de Anrique Paço D’Arcos





Moinhos nos montes, à luz das estrelas
E à luz do luar ...
Moinhos ao vento com mastros e velas,
Quais brigues no mar.

Moinhos ao vento, quais águias cansadas
Que sobre a montanha vieram pousar;
Quem têm as asas há muito quebradas,
Não podem voar ...

Moinhos ao vento que são despedidas,
Com beijos e lenços no longe a acenar;
Moinhos ao vento que lembram ermidas
Com cruzes de velas erguidas ao ar.


Anrique Paço D’Arcos
in Poesias Completas




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13/04/2026

17 Igreja Matriz do Alvor - Algarve




Olhares de uma das minhas visitas ao Algarve:


Igreja Matriz do Alvor





Localizada na parte mais elevada da vila, a Igreja Matriz de Alvor, também conhecida como Igreja do Divino Salvador, é um dos marcos históricos e culturais mais importantes da vila de Alvor, no Algarve. Este templo religioso, construído no século XVI, destaca-se pela sua arquitetura manuelina e pela sua rica história, que reflete a importância da vila ao longo dos séculos.




É um dos principais exemplares do estilo manuelino na região do Algarve. O elemento mais importante na igreja é o portal principal, no estilo manuelino, mostrando já influências renascentistas, e que está profusamente ornamentado com motivos vegetalistas e antropomórficos, incluindo figuras humanas e animais, folhas, maçarocas, flores e troncos de árvores, cenas militares e símbolos religiosos.




O seu interior é composto por três naves, separadas por colunas, e apresenta azulejos do século XVIII que retratam cenas religiosas. Destaca-se a imagem do Senhor dos Navegantes, um crucifixo do século XVIII, que a tradição local diz ter chegado por mar. A capela-mor possui um retábulo rococó, com uma tela do pintor Joaquim José Rasquinho.






É considerada como um dos principais símbolos da vila de Alvor, testemunhando a devoção dos seus habitantes, tradicionalmente ligados à pesca, e aos perigos do mar.





Fotos: Pessoais


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11/04/2026

15 Aniversário Poema de Afonso Estebanez





Hoje eu quero de presente
as perdas que nós tivemos
daquele encontro marcado
a que não comparecemos.

As marcas dos nossos pés
naquela estrada impedida,
os rumos daqueles passos
que jamais demos na vida.

O sonho que nem tivemos
e o que temos sem querer
ao acordarmos de sonhos
que sonhamos sem saber.

Ternuras para o consumo
das nossas almas abertas
ao instinto mais profundo
de nossas vidas desertas.

Ô! rosa que não me deste
esta flor ausente em mim
ô! o crepúsculo apagando
tão cedo no meu jardim...


Afonso Estebanez





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08/04/2026

20 As delicadas Pink Evening Primrose - Pinkladies (Oenothera speciosa)




Já aqui as tinha apresentado, mas hoje trago novos olhares destas delicadas e belas flores.


Pinkladies (Oenothera speciosa)





Originária do sul dos Estados Unidos e do México, esta planta pertence à família Onagraceae e é muito apreciada como espécie ornamental em jardins e espaços públicos. Conhecidas como Pink Ladies ou Pink Evening Primrose, são geralmente chamadas de Prímula-rosada, Prímula-Branca-da-Tarde ou Prímula-da-tarde-rosa, uma referência ao seu hábito de florescer ou abrir mais plenamente no fim da tarde.




É uma herbácea perene ou semiperene, de crescimento rasteiro e rápido, podendo formar verdadeiros tapetes floridos com cerca de 20 a 40 cm de altura. As flores são amplas, com 4 pétalas delicadas de tom rosa-claro e centro amarelado, que se abrem ao entardecer e podem permanecer visíveis durante a manhã, especialmente em dias nublados. Atraem polinizadores como abelhas e borboletas, contribuindo para a biodiversidade local.




No cultivo, a Pink Evening Primrose é uma planta muito resistente. Tolera bem o calor, a seca e solos pobres, sendo ideal para jardins de baixa manutenção, bordaduras, taludes e áreas ensolaradas. Prefere solos bem drenados e exposição solar direta, mas também se adapta a condições variadas.




Fotos: Pessoais



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