quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vai a Fresca Manhã Alvorecendo - Poema de Marquesa de Alorna





Vai a fresca manhã alvorecendo,
vão os bosques as aves acordando,
vai-se o Sol mansamente levantando
e o mundo à vista dele renascendo.

Veio a noite os objectos desfazendo
e nas sombras foi todos sepultando;
eu, desperta, o meu fado lamentando.
fui coa ausência da luz esmorecendo.

Neste espaço, em que dorme a Natureza.
porque vigio assim tão cruelmente?
Porque me abafa ó peso da tristeza?

Ah, que as mágoas que sofre o descontente,
as mais delas são faltas de firmeza.
Torna a alentar-te, ó Sol resplandecente!


Marquesa de Alorna, in 'Antologia Poética'



7 comentários:

  1. Poema excelente! Obrigada pela partilha.

    beijos

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  2. Maravilhoso poema Maria Rodrigues!
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

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  3. Gostei dos poemas, mas Alorna só conheço aquele tinto alentejano muito bom que me regou as sardinhas da Figueira ao almoço!
    Com o meu abraço.

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  4. Boa tarde, maravilhosa apresentação Neste espaço, "em que dorme a Natureza" com o belo poema.
    Resto de boa semana,
    AG

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  5. Mágico momento de poesia ,beijinhos querida amiga

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.