sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Schubert um dos Grandes Compositores de Música Clássica


Uma das minhas músicas preferidas e que consegue levar o meu espírito para paragens bem distantes, é a “Serenata”, de Franz Peter Schubert, um dos maiores compositores de música clássica.



Encontrei um video no Youtube, em que a música "Serenata" de Schubert, cantada pela Nana Mouskouri e associada a imagens que vão passando uma mensagem de Paz e tranquilidade, está (para mim) realmente divinal, transportando-nos por momentos para uma “outra dimensão”.

Vamos divagar por alguns momentos ....




Franz Peter Schubert escreveu cerca de 600 canções, além de óperas, sinfonias e sonatas, entre outros trabalhos. É considerado um dos maiores compositores do século 19, marcando a passagem do estilo clássico para o estilo romântico.

Franz Schubert nasceu em 1797 em Lichtenthal, nos arredores de Viena.



O seu pai era mestre-escola e músico amador. Aos seis anos, Schubert entrou na escola de Lichtenthal. O seu pai iniciou-o no violino e o seu irmão, Ignaz, ensinou-lhe piano.

Em 1805 Schubert foi encaminhado a Michael Holzer, organista da paróquia de Lichtenthal, para desenvolver os seus estudos de música. Schubert passou a tocar violino e a cantar no coro da paróquia.

Em 30 de Setembro de 1808, participou num concurso para preencher uma das duas vagas do coro da capela imperial, onde Antonio Salieri, compositor oficial da Corte, seleccionava novos cantores. A sua voz de soprano garantiu-lhe um lugar no coro e uma bolsa de estudos em Stadtkonvikt, um dos melhores colégios de Viena. Schubert estudou ali até ter quase 17 anos. A sua primeira composição catalogada data de 1º de maio de 1810: a "Fantasia a Quatro Mãos".

Em 30 de Março de 1811, Schubert compôs o seu primeiro lied: "Hagars Klage", o que fez com que Salieri se tornasse seu professor.

Em Outubro de 1813, Schubert terminou os seus estudos no Stadkonvikt e ingressou na Escola Normal de Santa Ana, onde fez um estágio para se tornar professor primário, passando a ajudar o pai na escola paroquial até 1818.
Nesta época apaixona-se pôr Therese Grob, dona de uma excelente voz de soprano lírico. Ela participou como solista na estréia da Missa em lá maior composta pôr Schubert. Ele pensou em casar-se, mas a situação económica de Schubert não satisfazia as expectativas da família de Therese. Em 1820 ela acabou por casar com um mestre padeiro.



Durante dois anos, Schubert dividiu o seu tempo entre a sala de aula e a sua paixão pela música e chegou a compôr quase duzentas obras. Escreveu uma dúzia de óperas, que não obtiveram êxito. Mas Schubert revelou-se um exímio compositor de um género que aperfeiçoaria: o lied, a canção lírica. Em um ano, compôs cerca de 150 lieder, baseados em textos de Shakespeare, Heinrich Heine e Goethe, entre outros autores.

Estas canções fariam um enorme sucesso de público e de crítica, a ponto do seu autor ter sido considerado, posteriormente, o maior poeta lírico da música universal.

No final de 1816 o compositor rompeu com o pai e entregou-se a uma vida boêmia, sobrevivendo com a ajuda de amigos.



Em 1818 foi apresentado ao conde Johann-Karl Esterhazy, que o convidou para passar uma temporada em seu castelo em Zseliz na Hungria, onde daria aulas a Marie e Caroline, suas filhas. Mas a nostalgia o fez abandonar o emprego e retornar a Viena, onde voltou a compôr.

Até 1820, Schubert teve dificuldade em ver a sua obra publicada, mas entre 1821 e 1828 foram lançadas no mercado 106 obras suas em edições separadas, editadas por onze editoras diferentes. Apesar disso, Schubert não sabia lidar com dinheiro e, sem espírito comercial, recebia pequena retribuição pelo seu trabalho.

No início de 1823, contraiu sífilis, tendo sido internado diversas vezes. A doença, que naquele tempo era incurável e considerada uma doença vergonhosa, levou-o a uma fase de depressão.

Em 1824, já se sentindo mais recuperado compôs diversas peças, entre elas "A Bela Moleira". O conde Esterházy pediu a Schubert que voltasse a dar aulas às suas filhas. Ele aceitou, ficando lá de Maio a Setembro, quando voltou para Viena. Em Janeiro de 1825, foi internado novamente e em Dezembro teve outra recaída.

Nesse ano compôs a "Missa Alemã", uma colecção de pequenos coros, "Jornadas de Inverno", uma série de cantos de despedida, e diversas outras obras expressivas, entre elas o "Trio para Piano e Cordas em Si Bemol Maior", uma de suas obras mais populares.

Em Março de 1827 fica chocado com a morte do seu grande ídolo Beethoven, participando no funeral e vendo na morte deste como que um sinal do seu próprio fim.
Compõe "A Viagem de Inverno"(um ciclo de lieder), o trio em si bemol, a Fantasia em fá menor para piano a quatro mãos, a nona sinfonia (A Grande), a Missa em mi bemol, o quinteto em dó, as três últimas sonatas para piano e alguns dos catorze lieder do ciclo "Canto do Cisne".

A 26 de Março de 1828, um concerto em homenagem a Beethoven com obras exclusivamente suas (o único realizado em vida) alcança enorme sucesso.

Este último ano da vida de Schubert foi marcado por uma contínua solicitação dos editores por trabalhos curtos para piano. Estas obras líricas representam diversos estados de ânimo. Aparecem nesse período obras como o ciclo de canções "Canto do Cisne", a obra-prima "Nona Sinfonia em Dó Maior" e a "Missa em Mi Bemol Maior".

Em Setembro de 1828 Schubert mudou-se para a casa de seu irmão Ferdinand, onde completou as suas três últimas sonatas para piano.

A 19 de Novembro, às três horas da tarde, Schubert faleceu, aos 31 anos de idade. O seu irmão providência para que Schubert seja enterrado perto do túmulo de Beethoven. Mais tarde, um pequeno monumento projectado pelo amigo Schober seria construído no local.



Em 1888 os seus restos mortais foram exumados e transferidos para o cemitério central de Viena, onde repousam ao lado do túmulo de Beethoven.

Fontes: Mestres da Música - Abril Cultural; Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores ; Wikipedia; outros



"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição."(Aristóteles)

11 comentários:

  1. Querida amiga, adoro Schubert, adoro música clássica, e você escolheu um dos melhores. Parabéns. Lindo demais. Tenha um lindo final de semana. Beijocas

    ResponderEliminar
  2. A música,
    esta bela Serenata e a voz de
    Nana Mouskouri !

    Belo e repousante,

    Beijo,

    ResponderEliminar
  3. *
    recordei
    Avé Maria . . .
    ,
    conchinhas musicais,
    ,
    *

    ResponderEliminar
  4. Que espetáculo de aula, de música e de tudo por aqui!

    Lindo compartilhamento.

    beijos,tudo de bom,chica

    ResponderEliminar
  5. obrigada amiga e um otimo final de semana para ti bjos este presentinho e para vc
    http://reddodo.com/cellphones/startrek/?sesid=b0l4b3FaTkZkRFdicWxoUk1zOTU3QjlxMitkRld3R281V2M3b3cvSDk2cjR2ZnR0elQyNmVhZk05ajBhTFBJd0pZWmFyRjl0YWd5QzlnPT0=

    espero que goste

    ResponderEliminar
  6. Parabéns belo post!!!

    Muito bom!

    Acesse meu espaço...
    http://mailsonfurtado.blogspot.com

    Sorte sempre!

    ResponderEliminar
  7. Parabéns belo post!!!

    Muito bom!

    Acesse meu espaço...
    http://mailsonfurtado.blogspot.com

    Sorte sempre!

    ResponderEliminar
  8. Obrigada pelo carinho, Maria!

    Assim como seu post, sua visita lá no meu cantinho é música para os meus ouvidos.

    Bjs
    Chris

    ResponderEliminar
  9. Uma bela partilha.

    Gosto tb de músicas clássicas.

    Obrigada pela sua companhia amiga.

    fim de semana iluminado.

    beijooo.

    ResponderEliminar
  10. Olá,
    Aprecio muito a música clássica romântica. Belo post!!!
    Passo para agradecer a sua visita ao meu Blog, ofertar-lhe um selinho feito exclusivamente para meus seguidores pelas 30.000 visitas e dizer-lhe meu muito obrigada pelo carinho e amizade.
    Nosso trabalho honesto como blogueiro(a) engrandece o nome do nosso Criador.
    Tenha excelente fim de semana!!!
    Bjs

    ResponderEliminar
  11. Querida passei para deixar um beijinhos de luz e paz e um lindo fim de semana.

    ResponderEliminar

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

Obrigado pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dispensar um pouco do seu tempo, deixando aqui no meu humilde cantinho, um pouco de si através da sua mensagem.