terça-feira, 22 de Abril de 2014

AQUELA QUE SOU - Poema de Fátima Ribeiro Medeiros


Olho-me no espelho
reparo que faltam peças para acabar o boneco que sou
uma mama aqui no peito
cabelo a acertar-me a cabeça.

O coração foi picotado em mil pedaços
o vento os engoliu fazendo-os
desaparecer em curvas do nada.

Alguém me ajude
alguém me ajude
a procurar o que falta de mim.

No peito secou-se-me a água de chorar mágoas e tristezas
as pestanas foram-se-me caindo uma a uma
espalharam-se por aí
como alpista atirada a pardais.

E tudo o resto?
O que é feito de todos os restos da que fui?
Onde foi que os fui perdendo?

O medo bate as palmas ao compasso de uma canção de roda
e eu esconjuro-o com raminhos de hortelã e lúcia-lima.
Pisco-lhe um olho e vou a correr
anichar-me em paisagens habitadas por livros e retratos antigos.

Hoje sou esta que aqui está
faltam-me pedaços por dentro e por fora
mas nunca fui tão eu como sou agora.


Fátima Ribeiro Medeiros 





Tive o prazer de numa viagem que fiz a Itália conhecer  uma mulher incrível, de uma força e alegria imensa, que contagiava quem estivesse ao seu lado a ouvi-la divagar.  Fátima Ribeiro Medeiros, professora, investigadora e livreira (Livraria Culsete - Setúbal) , é natural de Ponta Delgada. Uma Grande Mulher, uma Extraordinaria poetisa.

DIA MUNDIAL DA TERRA



O DIA da TERRA, é um dia de alerta e reflexão, um dia para cada um de nós ensinar e aprender a melhor forma de cuidar, proteger e preservar o nosso PLANETA. 






Reduzir, Reutilizar e Reciclar, deverá ser sempre o lema de todos nós. As nossas atitudes diárias fazem a diferença e são importantes para a qualidade do nosso meio ambiente e para a preservação da biodiversidade.






Pequenos gestos, como por exemplo o uso racional de água e da electricidade, a reutilização de materiais, objectos e roupas, o reciclar o lixo caseiro ou utilizar menos o carro, entre outros, vão contribuir grandemente para uma melhor qualidade do ambiente em que vivemos. São várias as Dicas que podemos pôr em prática para proteger o Meio Ambiente, são muito fáceis, veja AQUI, num dos post já feitos há algum tempo, mas sempre atual.




Para que se possa deixar às gerações futuras um PLANETA saudável, onde se possa viver em harmonia com a natureza e com qualidade de vida , há que mudar hoje a nossa forma de estar. Preservar a TERRA é responsabilidade de TODOS nós.


segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Fresias - Uma Flôr Simples e Bela




De cores vivas as flores das Frésias encantam o nosso olhar. Os seus cachos de flores exalam um perfume agradável, sendo as frésias brancas consideradas as mais perfumadas.


Foto: wallpaperscraft.com


O nome do seu género deriva do naturalista alemão Friedrich Heinrich Theodor Freese, que viveu no séc. XIX. As freesias são um símbolo de vários sentimentos.


Foto: ikipedia_Peter+coxhead


A flor amarela tradicional significa principalmente amizade, enquanto a branca é usado como uma expressão de inocência.


Foto: www.theflowersavenue.com


São originárias da África do Sul, mas cultivadas nos jardins do mundo inteiro. Existem 16 espécies no gênero Freesia.


Foto: www.pacificbulbsociety.org


A freesia, frésia ou junquilho é um gênero da família das Iridáceas. São plantas perenes bulbosa de altura até 30 cm, não ramificada.


Foto: www.1zoom.net


As suas flores estão dispostas alinhadas em pedúnculo recurvado e iniciam o florescimento pela primeira flor de base, até a ponta.


Foto: www.hdwpapers.com

Foto: pt.forwallpaper.com


Cada haste produz até 10 flores.


Foto: www.bulbsdirect.com


As flores das fresias apresentam diversas cores, geralmente fortes e vivas, que vão desde um azul puro, passam pelo púrpura e chegam ao branco. Aparecem na primavera e no inverno.


Foto: www.1zoom.net

Foto: www.pacificbulbsociety.org


Podem ser cultivadas em canteiros, bordaduras, pequenos maciços, em jardineiras e vasos.


Foto: www.thompson-morgan.com


Solo: deve ser fértil, solto, leve, rico em adubação orgânica.

Regas: Regar uma vez por semana de forma bem moderada durante o primeiro mês de cultivo. Depois suspender a rega.


Foto:pt.forwallpaper.com


Luz e Temperatura: Devem ser cultivadas sob sol ou meia-sombra. Apreciam o clima ameno, resistem ao frio mas não às geadas .


Foto: www.1zoom.net


São flores lindas com um perfume agradável e uma estética delicada e frágil.


Foto: www.houseplantsguru.com


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.mundodeflores.com/; http://www.loja.jardicentro.pt/; http://en.wikipedia.org/; http://www.floresnaweb.com/; http://www.plantasonya.com.br/; www.humwseeds.com; masterofhort.com; www.droidforums.net; gardenweb.com; www.photos-public-domain.com; wallpaperscraft.com; www.1zoom.net; www.bulbsdirect.com; pt.forwallpaper.com; outros net.


Foto: www.1zoom.net


" Quando as palavras fogem, as flores falam.” (Bruce W. Currie)

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Entre brumas ... Um divagar pela ... Solidão


Há dias em que sentimos com mais intensidade o fardo da solidão.
À medida que nos elevamos, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentamos a solidão dos cimos e uma profunda tristeza nos dilacera a alma sensível. 




Onde se encontram os que sorriam connosco no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que nos buscavam no aconchego das horas de fantasia?
Onde se acolhem aqueles com quem partilhavamos o pão e o sonho, nas aventuras felizes do início?
Por certo, ficaram...
Ficaram no vale, voando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente. 




Em torno de nós, a claridade, mas também o silêncio...
Dentro de nós, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não sermos compreendidos...
Nossa voz grita sem eco e o nosso anseio se alonga em vão.
Entretanto, se realmente subimos, que ouvidos nos poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os nossos ideais de altura? 




Choramos, indagamos e sofremos...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho. 




Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação.
Lembremo-nos do Senhor Jesus que escalou o Calvário, com a cruz aos ombros feridos. Ninguém O seguiu na morte afrontosa, à excepção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Não relacionemos os bens que, porventura, já houvermos espalhado.
Confiemos no infinito bem que nos aguarda. 




Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento.
E não nos esqueçamos que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo da Humanidade não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
O sacrifício na cruz é a mais bela lição de resignação que o Mestre nos legou.
Sem nenhuma imposição conclamou-nos: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue a si mesmo e siga-Me. 




O que equivale a dizer que tomemos a cruz dos nossos sofrimentos com abnegação, e escalemos a montanha da ascensão espiritual, confiantes Naquele que nos fez o convite.
E, embora com os pés sangrando, ao chegarmos no topo do monte, depararemos com a planície florida e a estrada iluminada que nos conduzirá ao Mestre.

Recordemo-Lo portanto, e sigamo-Lo... 




Texto do SITE: Momento de Reflexão
Fotos: Net e Composição Pessoal




Elvas



Hoje vou continuar a falar do meu passeio de fim de semana dado em março. Já mostrei Vila Viçosa e Estremoz, hoje termino falando um pouquinho de Elvas.




Elvas alberga o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, as quais em conjunto com o centro histórico da cidade foram consideradas Património Mundial da Humanidade, título atribuído pela UNESCO a 30 de Junho de 2012. O primeiro foral foi-lhe outorgado em 1229 por D. Sancho II. Teve um novo foral em 1513, concedido por D. Manuel I de Portugal, que marcou a elevação de Elvas à categoria de cidade.




Começamos a nossa visita passeando pela Praça da República.







Ao fundo da Praça está a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, que começou a ser erguida a partir de 1517.







A belissisma obra de talha dourada do órgão, foi atribuída ao italiano Pascoal Caetano Oldovini. 





Subindo a rua para o castelo encontramos o Pelourinho.





É um prazer percorrer as tranquilas e bonitas ruas, onde as barras amarelas alegram o nosso olhar.








Chegamos ao Castelo que data do reinado de D. Sancho II.







A vista lá do alto ...





Lá ao fundo está o Forte de Nossa Senhora da Graça, bem no alto do Monte da Graça. Foi mandado construir por D. José I.



O Fortim de S. Pedro



Os meus meninos ...




Descansando...




Vejam como o Pedro tem força ....




Descendo para ir apreciar a fonte de S. Lourenço, obra do engenheiro militar Valleré, mandada construir na segunda metade do séc XVIII.





Voltando à Praça da República e mesmo por baixo do Arco, encontra-se uma simpática lojinha de lembranças da região, a "M&ASouvenirs" onde o focus principal são belissimos artigos em cortiça. 




Do outro lado do Arco e paralela à Praça da Repúblia  mais uma bonita rua.






Vigiando o horizonte ...




A beleza e arte nos edificios.






Parando no Largo da Misericórdia para cumprimentar El Rei D. Manuel I






Capela Funerária da Misericórdia no Largo de Nossa Senhora das Dores.





Igreja do Antigo Hospital da Misericordia, datada dos inícios da segunda metade do século XVI é dedicada a Sta. Luzia.




Fonte da Misericórdia em mármore branco, a sua construção ficou a dever-se a Pero Vaz Pereira e foi construída em 1622.





Almoçamos ali perto no Restaurante "Onofre", um local bem simpático e onde se come bem, gostamos.




Depois do almoço contínuamos a nossa visita e eis que o leão da esquina quer morder o Pedro ....




Saíndo pela Porta de Elvas






Na Rua do Caminho de Elvas, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Nazaré. É uma construção de 1592, e era na altura era chamada de ermida do Santo Calvário. 





E já de saída de Elvas eis o impressionante Aqueduto da Amoreira. Extende-se por cerca de oito quilómetros e liga o local da Amoreira à cidade de Elvas. 





O aqueduto, comporta um conjunto de diversas galerias, que numa primeira zona são subterrâneas, e ao nível do terreno são formadas por quatro arcadas sobrepostas, apoiadas em pilares quadrangulares e fortalecidas por contrafortes semi-circulares, perfazendo uma altura de trinta e um metros.




Para conhecer um pouco mais sobre esta belissima cidade pode visitar o site do Municipio de Elvas.

Texto Explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoal