terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Alegria - Poema de José Saramago




Já ouço gritos ao longe
Já diz a voz do amor
A alegria do corpo
O esquecimento da dor

Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece

Já colho jasmins e nardos
Já tenho colares de rosas
E danço no meio da estrada
As danças prodigiosas

Já os sorrisos se dão
Já se dão as voltas todas
Ó certeza das certezas
Ó alegria das bodas


José Saramago, em "Provavelmente Alegria"


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Pensamentos Positivos





"Mantenha os seus pensamentos positivos, porque os seus pensamentos tornam-se as suas palavras. 
Mantenha as suas palavras positivas, porque as suas palavras tornam-se as suas atitudes. 
Mantenha as suas atitudes positivas, porque as suas atitudes tornam-se os seus hábitos. 
Mantenha os seus hábitos positivos, porque os seus hábitos tornam-se os seus valores. 
Mantenha os seus valores positivos, porque os seus valores tornam-se o seu destino." 


Mahatma Gandhi





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Ouvir Estrelas - Poema de Olavo Bilac





Ora ( direis ) ouvir estrelas!
Certo, perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto
Que, para ouví-las,
muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido tem o que dizem,
quando estão contigo? "

E eu vos direi:
"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas 


Olavo Bilac

 

Passeio de Teleférico no Zoo de Lisboa




Passeando no teleférico do Jardim Zoológico de Lisboa.







Contrastando com o verde da natureza ... o vermelho dos chapéus




ou o amarelo do ferro pintado






Um mar de árvores ...




Fazendo alpinismo e comendo ... 





Tomando um banho tranquilamente ...




Um jardim em geometria ... 




Adoramos visitar o Zoo.

Fotos Pessoais


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pensamento .... Humildade





"Determinação, coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho."



Dalai Lama







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Seus Olhos - Poema de Almeida Garret




Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.



Almeida Garrett




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

No reino dos Leões




Dos meus passeios ao Jardim Zoológico de Lisboa, deixo hoje como estrela dos meus cliques fotográficos:

Leões Africanos

Que se encontravam a dormir bem calmamente no dia em que os fui visitar.




 

Nome Científico: Panthera leo leo
Ordem: CARNIVORA
Família: Felidae


Distribuição e Habitat :
Em vários países da África Subsaariana.

Identificação:
Possuem uma pelagem amarela, existindo um dimorfismo sexual bem visível, os leões são maiores e mais pesados do que as leoas e apresentam uma extensa juba em torno da cabeça. Os juvenis exibem manchas negras na pelagem, que desaparecem com a idade. Os leões exibem um tufo de pelos na ponta da cauda. 




Hábitos:
Esses grandes felinos vivem em grupos sociais de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Num bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos. O leão é o primeiro a comer, as crias são geralmente as últimas e mesmo a própria mãe poderá não partilhar a refeição com elas se estiver com muita fome.

Alimentação:
Alimenta-se principalmente de zebras, veados, antílopes e girafas. Em média, uma fêmea precisa de 5 kg de carne por dia e um macho de 7 kg. Mas, na natureza, a caça tem um ritmo irregular e por vezes acontece eles ficarem sem comer durante dois ou três dias. Podem também chegar a roubar presas de leopardos, chitas, e hienas. Quando a caça é farta, são capazes de ingerir 20-30 kg de carne de uma só vez. 





Reprodução:
O acasalamento pode ocorrer em qualquer altura do ano. O período de gestação é de mais ou menos 3 meses e meio, após os quais nascem entre uma a seis crias, que são amamentadas até aos seis a sete meses de idade. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos três anos de idade e os machos aos cinco ou seis anos.

Estatuto de conservação e principais ameaças:
É uma espécie vulnerável (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Está muito ameaçada devido à caça pelas populações locais, à caça ilegal para obtenção de troféus e à diminuição e fragmentação do seu habitat. 



Texto explicativo: Wikipedia; www.zoo.pt
Fotos: Pessoais

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar


Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar,
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,

E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.


A vida é como uma sombra que passa por sobre um rio

Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;

O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.

Por isso na orla morena da praia calada e só,

Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;

Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido,
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.

Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,

Não quero nada do acaso, senão a brisa na face;

Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei,
Não quero gozo nem dor, não quero vida nem lei.

Só, no silêncio cercado pelo som brusco do mar,

Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,

Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.


Fernando Pessoa



domingo, 31 de janeiro de 2016

As Estrelas - Poema de Olavo Bilac





Desenrola-se a sombra no regaço
Da morna tarde, no esmaiado anil;
Dorme, no ofego do calor febril,
A natureza, mole de cansaço.

Vagarosas estrelas! passo a passo,
O aprisco desertando, às mil e às mil,
Vindes do ignoto seio do redil
Num compacto rebanho, e encheis o espaço...

E, enquanto, lentas, sobre a paz terrena,
Vos tresmalhais tremulamente a flux,
— Uma divina música serena

Desce rolando pela vossa luz:
Cuida-se ouvir, ovelhas de ouro! a avena
Do invisível pastor que vos conduz...

Olavo Bilac


sábado, 30 de janeiro de 2016

Passeando por Silves




Nas últimas férias que estive com a minha família na Praia da Rocha, decidimos ir conhecer a cidade de Silves.







Silves, durante o domínio romano, chamava-se Cilpes, nome que surge em algumas moedas romanas cunhadas nesse local no Século I a.C..




Subimos até ao Castelo.








Depois de passearmos pelo Castelo foi a vez de irmos conhecer o Museu de Arqueologia. Este Museu foi construído em torno de um Poço-Cisterna Almóada dos séculos XII-XIII.






A nossa próxima paragem foi à Sé Catedral de Silves, que foi construída em arenito vermelho (Grés de Silves), apresentando um cunho principalmente gótico, embora contenha elementos de várias épocas, visto ter sofrido alterações ao longo dos tempos.







As cegonhas eram uma presença constante nesta linda cidade







Passeando e Observando










 


A Praça do Município







Almoçamos junto a esta Praça no Restaurante Casa Velha. Comemos muito bem, e recomendamos!





Depois de almoço deu-se mais um pequeno passeio e regressamos à Praia da Rocha. Foi um dia diferente e muito agradável.







Silves é uma cidade simpática, tranquila e muito bonita, vale a pena conhecer.