27/07/2026

0 Um Dia Inesquecível pelos Bairros Históricos de Lisboa


Passeio fotográfico por Lisboa de Alfama ao Cais do Sodré


Em junho, na altura dos Santos Populares, decidimos ir passear novamente pelas tradicionais ruas de Lisboa. Fomos durante o dia, começamos Santa Apólonia, seguimos por Alfama, passámos pela Mouraria, Chiado, Bairro Alto e terminamos no final do dia no Cais de Sodré.


Descobrir Lisboa entre Ruas Coloridas, Tradições e Monumentos Históricos


O coração de Lisboa bate mais forte nestas ruas e ruelas estreitas onde a história se cruza com a alegria popular. Nesta altura do ano Alfama e a Mouraria vestem-se de cor e tradição. Cada esquina é uma festa, com fitas e balões coloridos.


Rua da Mouraria vestida de cor e tradição pelos Santos Populares de Lisboa

Rua típica de Alfama com escadinhas - Lisboa

Edifício colorido numas escadinhas de Alfama


O nosso passeio começou na Estação de Santa Apolónia, subimos as ruas de S. Vicente de fora passando pelo imponente Mosteiro de São Vicente de Fora (onde se encontra o Panteão de Lisboa). Passeámos pela emblemática e tradicional Feira da Ladra atrás do mosteiro de São Vicente de Fora, no Campo de Santa Clara.


O imponente Mosteiro de São Vicente de Fora

A tradicional Feira da ladra da parte de trás do Mosteiro de São Vicente de Fora


Seguimos até ao Miradouro das Portas do Sol que oferece uma das vistas panorâmicas mais icónicas de Lisboa.


Vista panorâmica do Miradouro das Portas do Sol


Sempre presentes estão os conhecidos Elétricos Amarelos, subindo e descendo pelas ruas estreitas e sinuosas deste bairro histórico.


Os conhecidos Elétricos Amarelos, subindo e descendo pelas ruas estreitas e sinuosas dos bairros históricos


Passámos pela Mouraria, chegámos à Praça de Figueira, Rossio e subimos a Rua do Carmo, parando uma vez mais para apreciar a estrutura intemporal do Elevador de Santa Justa.


a estrutura intemporal do Elevador de Santa Justa


Almoçamos na Baixa-Chiado e continuámos o nosso percurso agora pelas ruas do Bairro Alto. Subimos até ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, de onde se pode contemplar a colina do Castelo de São Jorge e cá em baixo, as ruas de Lisboa e o rio Tejo.


Castelo de S. Jorge e o casario de Lisboa visto do Miradouro de São Pedro de Alcântara

A Sé, o casario de Lisboa e o rio Tejo visto do Miradouro de São Pedro de Alcântara


Descemos, passando pela Praça Luís de Camões e Rua do Alecrim. Não podíamos deixar de parar para tirar algumas fotos, à famosa Rua Cor-de-Rosa (Rua Nova do Carvalho). De dia, sem a agitação noturna, a sua cor vibrante rende imagens cheias de contraste.

Praça Luís de Camões

A famosa Rua Cor-de-Rosa (Rua Nova do Carvalho) em Lisboa


Terminámos o nosso passeio descendo até ao Cais do Sodré, uma das zonas mais dinâmicas e modernas da capital junto ao rio Tejo.


Barco à vela no rio Tejo


É esta a magia dos Santos Populares: transformar cada rua, por mais humilde, num palácio de papel e alegria. Detalhes de uma Lisboa que sabe festejar como ninguém.


Bairro Alto - Decoração dos santos Populares no jardim do Miradouro de S. Pedro de Alcantara


Visitar a cidade durante a época dos Santos Populares à luz do dia provou ser uma excelente escolha para fotografar cada detalhe com calma e sem as grandes multidões da noite. As cores, os enfeites e a alegria nas ruas tornam esta época verdadeiramente mágica.

E você, prefere a calmaria do passeio diurno ou a energia das noites de Santo António?

Pode ver mais fotos e detalhes deste meu fantástico passeio por Lisboa nos Santos Populares em "Passeio por Lisboa - de Alfama ao Cais do Sodré" no seu blogue dedicado a viagens "Viajar é Alargar os nossos Horizontes"




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25/07/2026

7 Dúvida Poema de Maria de Santa Isabel





Ideia parada,
na vaga indecisa
dos meus sentimentos!
Ficou-se… não passa…
imagem precisa,
a fogo marcada
Por vãos pensamentos:
Impera, domina,
como ferro em brasa!
ferida profunda
no voo duma asa
que logo se afunda
na melancolia
dum lago de espelho,
que a dor arrepia
num sulco vermelho!


Maria de Santa Isabel
(Maria Palmira Osório de Castro Sande Meneses e Vasconcellos Alcaide)





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22/07/2026

23 As lindas Trompetas Chinesas (Campsis grandiflora)




De um dos meus passeios pelo Alentejo vieram estes olhares ...


Trompetas Chinesas - Uma beleza exótica de cor vibrante





A trombeta-chinesa, conhecida cientificamente como Campsis grandiflora, é uma planta trepadeira ornamental de grande impacto visual, muito apreciada nos jardins pelo seu vigor e pelas suas flores exuberantes. Pertencente à família Bignoniaceae, esta espécie destaca-se pela sua forma graciosa e flores chamativas, que lembram pequenas trombetas, como o nome popular sugere.




Nativa da China e do Japão, tem sido amplamente cultivada e difundida por diversas regiões temperadas e tropicais do mundo. O nome “grandiflora” significa “flores grandes” em latim, fazendo referência direta à principal característica da planta. Já o nome do género “Campsis” vem do grego “kampein”, que significa “curvar-se”, possivelmente aludindo à forma curvada dos ramos ou das flores.




É uma Trepadeira lenhosa e caducifólia (perde as folhas no inverno), pode alcançar entre 4 a 10 metros, dependendo do suporte e das condições de cultivo. Tem crescimento rápido e vigoroso, com capacidade de cobrir pérgulas, muros e grades. Possuiu folhas compostas, verdes e serrilhadas, dispostas de forma oposta. As suas flores são grandes, em forma de trombeta, geralmente na cor laranja-avermelhada, mas podem variar em tons. Surgem em cachos e são muito atrativas para beija-flores e abelhas.





A trombeta-chinesa adapta-se bem a climas amenos a quentes, preferindo locais com sol pleno para florescer com abundância. Apesar de tolerar algum frio, não se desenvolve bem em regiões com geadas fortes.

Principais cuidados:

Solo: Bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.
Rega: Moderada - deve-se evitar encharcamentos.
Poda: Recomenda-se a poda anual após a floração, para controlar o crescimento e estimular novas florações.
Suporte: Como é uma trepadeira, necessita de estruturas onde possa se apoiar.




Fotos: Pessoais



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20/07/2026

20 Máscaras Poema de Helena Kolody






No perpétuo carnaval
deste mundo desvairado,
usam disfarces
fingem-se outros.

Adivinha quem é quem,
no baile de máscaras.


Helena Kolody
in Correnteza




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